Delação da JBS causa embate entre Gilmar e Fachin

A reviravolta na delação do Grupo J&F provocou um embate nesta terça-feira entre os ministros do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e Edson Fachin, relator da Lava Jato; Gilmar afirmou que o STF vive "vexame" neste caso, e sugeriu que o nome de Fachin poderá ficar "manchado" diante das polêmicas envolvendo as delações e investigações do esquema de corrupção, e que o episódio da JBS deve ter provocado constrangimento ao colega; na réplica, Fachin disse que tem julgado com as provas dos autos e que está "com a alma em paz"

A reviravolta na delação do Grupo J&F provocou um embate nesta terça-feira entre os ministros do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e Edson Fachin, relator da Lava Jato; Gilmar afirmou que o STF vive "vexame" neste caso, e sugeriu que o nome de Fachin poderá ficar "manchado" diante das polêmicas envolvendo as delações e investigações do esquema de corrupção, e que o episódio da JBS deve ter provocado constrangimento ao colega; na réplica, Fachin disse que tem julgado com as provas dos autos e que está "com a alma em paz"
A reviravolta na delação do Grupo J&F provocou um embate nesta terça-feira entre os ministros do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e Edson Fachin, relator da Lava Jato; Gilmar afirmou que o STF vive "vexame" neste caso, e sugeriu que o nome de Fachin poderá ficar "manchado" diante das polêmicas envolvendo as delações e investigações do esquema de corrupção, e que o episódio da JBS deve ter provocado constrangimento ao colega; na réplica, Fachin disse que tem julgado com as provas dos autos e que está "com a alma em paz" (Foto: Romulo Faro)

247 - A reviravolta na delação do Grupo J&F provocou um embate nesta terça-feira (12/9) entre os ministros do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e Edson Fachin, relator da Lava Jato. Gilmar afirmou que o STF vive vexame neste caso e sugeriu que o nome de Fachin poderá ficar manchado diante das polêmicas envolvendo as delações e investigações do esquema de corrupção, e que o episódio da JBS deve ter provocado constrangimento ao colega. Em resposta, Fachin disse que tem julgado com as provas dos autos e que está com a alma em paz.

A troca de farpas – ainda que sem tom exaltado – é considerada uma prévia do julgamento previsto para ocorrer nesta quarta-feira (13/9) no plenário do STF, e que vai discutir duas questões apresentadas pela defesa do presidente Michel Temer na esteira dos problemas na colaboração da JBS.

A primeira (agravo regimental) é para que o procurador-geral seja considerado suspeito de atuar nos casos relativos a Temer. A defesa alega perseguição ao presidente. O julgamento é importante porque, se o resultado for desfavorável ao Ministério Público, o pedido pode levar à anulação de investigações já realizadas. No fim de agosto, Fachin já tinha rejeitado esse pedido, por entender que não havia indicação de parcialidade por parte do procurador, mas Temer recorreu.

Na segunda questão, nos autos do Inquérito 4.483, a defesa de Temer tenta suspender a apresentação de eventuais denúncias e novos inquéritos contra o presidente até que haja uma definição sobre a delação dos executivos da JBS. Reservadamente, ministros dizem que há uma tendência de maioria para rejeitar a suspeição de Janot.

Gilmar é um dos principais críticos da delação da JBS – o ministro tem dito inclusive que acha possível que tenha sido gravado pelos delatores.

O ministro disse que o STF enfrenta um "momento delicado" por causa das delações. Mendes chegou a insinuar que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, perdeu o cérebro e o braço direito, numa referência à suspeita de que executivos da JBS foram orientados pelo ex-procurador Marcelo Miller nas negociações com a PGR.

"Os casos que agora estão sobre a mesa são altamente constrangedores. O que está saindo na imprensa e o que sairá nos próximos dias, meses, certamente vão corar frade de pedra. Já se fala abertamente que a delação de Delcídio foi escrita por Marcello Miller. É um agente que atuava. Agora já se sabe que ele atuou na Procuradoria da República. Sabe-se lá o que ele fez aqui também. Portanto, nós estamos numa situação delicadíssima. O STF está enfrentando um quadro de vexame institucional', disse.

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