Sem provas, Bolsonaro acusa cubanos do Mais Médicos de serem 'agentes'

O presidente eleito Jair Bolsonaro voltou a atacar Cuba e os médicos que integravam o Programa Mais Médicos; ao falar contra Havana e Caracas, ele chegou a confundir os dois países e afirmou que os "200 primeiros que foram embora eram agentes ou integrantes do Exército cubano"; "Eram aqueles que estavam aqui vigiando, tomando conta do trabalho escravo praticado por eles aqui dentro, com a conivência do PT e outros partidos", disparou em seguida; na live, gravada nesta terça-feira (18), Bolsonaro também voltou a atacar a imprensa e disse que irá "revogar" a participação do Brasil no Pacto de Migração da ONU e que irá rever a demarcação de terras indígenas

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247 com Sputnik - O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) voltou a atacar Cuba e os médicos do país caribenho que integravam o Programa Mais Médicos no Brasil. Ao falar contra Havana e Caracas, o ex-capitão do Exército chegou a confundir os dois países e afirmou que os "200 primeiros que foram embora eram agentes ou integrantes do Exército cubano". Na live, gravada nesta terça-feira (18), divulgada nas redes sociais, Bolsonaro também voltou a atacar a imprensa e disse que irá "revogar" a participação do Brasil no Pacto de Migração da ONU, que foi assinado pelo Brasil e outros 160 países. Ele também reafirmou que irá rever a demarcação de terras indígenas durante o seu governo. 

"A Venezuela [sic] estava com o seu Programa Mais Médicos, de forma unilateral. Pelos que sabemos, os 200 primeiros que foram embora eram agentes ou integrantes do Exército cubano. Eram aqueles que estavam aqui vigiando, tomando conta do trabalho escravo praticado por eles aqui dentro, com a conivência do PT e outros partidos, e resolveram sair antes, quando poderiam ser checados por nós agora em janeiro, tendo a confirmação que não tinham nada a ver com medicina", declarou Bolsonaro.

Em 2013, ele já havia comparado os médicos cubanos com açougueiros. No mesmo vídeo, que segue os moldes de lives que promete fazer pelo menos uma vez por semana aos seus seguidores, Bolsonaro garantiu que fará o que puder "dentro da legalidade" contra os dois países, que foram desconvidados para a posse dele em Brasília em 1º de janeiro de 2019.

"Não convidamos o ditador cubano nem o ditador venezuelano. Afinal de contas, é uma festa da democracia. Lá não existem eleições e quando existem são suspeitas de fraude. Então, para nós, não interessa", pontuou o presidente eleito.

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Nesta semana, foi revelado que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e o mandatário de Cuba, Miguel Díaz-Canel, haviam sido convidados pelo Itamaraty para a posse, algo de praxe quando da posse de um presidente do Brasil em relação aos países com os quais Brasília mantém relações diplomáticas. Mas o novo chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, declarou que ambos não seriam convidados, o que gerou uma saia justa diplomática.

De Caracas, o convite foi publicado e recusado por Maduro, que recentemente prometeu armar milícias bolivarianas para defender o país do que chamou de ameaças vindas de Bogotá (Colômbia) e Brasília.

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Bolsonaro ainda aproveitou a live para criticar a imprensa e sua cobertura de algumas notícias da semana, abordou a extradição do italiano Cesare Battisti – dando parabéns ao presidente Michel Temer (MDB) pela autorização do envio dele para Roma – e reforçou a ideia de rever a demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, afirmando que ele deve ser integrado à sociedade.

Confira o vídeo.

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