Temer chama crise política de “desafios circunstanciais”

Protagonista de um gigantesco esquema de corrupção, gravado por Joesley Batista avalizando pagamento de propina e rejeitado por 85% dos brasileiros, Michel Temer minimizou a atual crise política e a classificou como "desafios circunstanciais"; em discurso para empresários, o peemedebista tentou demonstrar otimismo e disse que a economia voltou a crescer, o que foi negado, na semana passada, pelo diretor do IBGE

Brasília - O presidente Michel Temer, ministros e parlamentares participam da abertura da 20ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Brasília - O presidente Michel Temer, ministros e parlamentares participam da abertura da 20ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios (Antonio Cruz/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Em mais uma declaração descolada da realidade, Michel Temer classificou a crise política no Brasil como “desafios circunstâncias”. Alvo de investigações após a delação da JBS, o pemedebista procurou passar uma mensagem de otimismo a plateia ao enfatizar o controle da inflação, a queda dos juros, as perspectivas de crescimento da economia e o compromisso do governo com as reformas estruturantes.

As informações são de reportagem do Valor.

“'O Brasil é muito maior do que todos esses desafios circunstâncias, acidentais, que ocorrem nos últimos tempos', declarou Temer a grupo de cerca de 40 empresários de diferentes setores. 'O Brasil está de volta. A inflação está sob controle, criamos condições para a redução responsável de juros e a economia voltou a crescer', afirmou em rápida fala, acrescentando que o governo continua empenhado na agenda de reformas.

O discurso de Temer foi feito em um jantar a empresários de multinacionais em um hotel da capital paulista. Junto com o presidente estiveram os ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Ricardo Barros (Saúde), Blairo Maggi (Agricultura), Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência) e Antonio Imbassahy (Governo), além do governador paulista, Geraldo Alckmin, e do prefeito paulistano, João Doria."

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