Cristovam Buarque sai em defesa do ‘Mais Médicos’

Senador do PDT lamentou que os profissionais estrangeiros não tenham sido contratados antes; parlamentar do DF disse ainda que "no lugar de apenas um, queria três médicos para cada cidade"; quanto ao fato de se tratar de estrangeiros, afirmou que "nenhum doente está preocupado se o médico vem de longe, está preocupado é se o médico está perto"

Em discurso na tribuna do Senado, senador Cristovam Buarque (PDT-DF)
Em discurso na tribuna do Senado, senador Cristovam Buarque (PDT-DF) (Foto: Leonardo Lucena)
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Agência Senado - Em pronunciamento nesta segunda-feira (26), o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) saiu em defesa do programa Mais Médicos, pelo qual parabenizou o governo federal, e lamentou que os profissionais estrangeiros não tenham sido contratados antes.

A medida é alvo de muitas críticas, principalmente depois da chegada dos primeiros médicos cubanos ao Brasil. Uma a uma, as principais argumentações contrárias ao programa foram rebatidas pelo senador.

Sobre a opinião de que a iniciativa é eleitoreira, Cristovam lembrou que ele próprio, quando era do PT, não se opôs à implantação do Plano Real, que alavancaria a campanha de Fernando Henrique Cardoso. Disse que o mesmo foi feito por Lula quando ampliou o Bolsa Família, porque era "um programa consistente e necessário para o momento".

Para o parlamentar, é possível que a presidente Dilma Rousseff aufira "lucros eleitorais", mas em vez de ser contra, ele diz que prefere "radicalizar" mais ainda: no lugar de apenas um, queria três médicos para cada cidade.

Quanto ao fato de se tratar de médicos estrangeiros, o senador argumentou que se brasileiros não se inscreveram para trabalhar no interior, não se pode deixar pacientes sem atendimento.

- Nenhum doente está preocupado se o médico vem de longe, está preocupado é se o médico está perto - disse.

Em relação ao Revalida, o Exame Nacional de Revalidação dos Diplomas Médicos, Cristovam afirmou que nenhum profissional virá sem experiência. Ele ainda sugeriu que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha divulgue na internet o currículo de cada médico que vem para o Brasil.

O senador acrescentou que não falaria contra nem a favor do regime cubano, mas ressaltou que os médicos são funcionários públicos daquele país, "quase como militares". Ele destacou ainda que o dinheiro vai para a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e não para o governo de Cuba, embora concorde que os profissionais "vão ganhar muito pouco".

Com referência às reclamações sobre a falta de condições de trabalho para atuar no interior, o parlamentar respondeu que prefere "um médico sem equipamentos a 200 equipamentos sem médico". Ele ainda criticou aqueles que acusam o governo cubano de usar seus profissionais de saúde como escravos no Brasil.

- De repente aparecem pessoas que nunca vi defendendo direitos trabalhistas no Brasil, agora querendo liderar movimento sindical em Cuba - ironizou.

Apartes

Em apartes, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) apoiou o discurso de Cristovam e ressaltou a qualidade dos serviços de saúde em Cuba, além do alto nível de formação dos profissionais; já o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), que é médico e relator-revisor da medida provisória (MP 621/2013) que estabelece o programa Mais Médicos, apontou a falta de estrutura e a corrupção na área da saúde.

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