'Cristovam e Reguffe poderiam ajudar mais', diz Rollemberg

Governador do Distrito Federal cobrou mais atuação dos senadores Cristovam Buarque (PPS) e José Reguffe (PDT); "O Cristovam tem uma atuação política muito focada no plano nacional. Sinto falta de ter senadores mais focados nos temas do DF e na busca de recursos para a cidade. Temos R$ 750 milhões de recursos de compensação previdenciária. Em dois anos, eu não vi nenhum movimento dos senadores Cristovam ou Reguffe para ir ao Ministério da Fazenda para ajudar a liberar esses recursos para o Distrito Federal", afirmou Rodrigo Rollemberg em entrevista ao Correio Braziliense

Brasília- DF- Brasil- 09/01/2015- Governador do DF, Rodrigo Rollemberg com representantes do Sindicato Dos Empregados em Eestabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília-DF (Wilson Dias/Agência Brasil)
Brasília- DF- Brasil- 09/01/2015- Governador do DF, Rodrigo Rollemberg com representantes do Sindicato Dos Empregados em Eestabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília-DF (Wilson Dias/Agência Brasil) (Foto: Aquiles Lins)

Brasília 247 - O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) criticou o posicionamento da bancada de senadores do Distrito Federal sobre as necessidades locais. Segundo Rollemberg, tanto Cristovam Buarque (PPS), quanto José Reguffe (PDT), podem fazer mais por Brasília. 

"O Cristovam tem uma atuação política muito focada no plano nacional. Sinto falta de ter senadores mais focados nos temas do DF e na busca de recursos para a cidade. Temos R$ 750 milhões de recursos de compensação previdenciária. Em dois anos, eu não vi nenhum movimento dos senadores Cristovam ou Reguffe para ir ao Ministério da Fazenda para ajudar a liberar esses recursos para o Distrito Federal. Isso não depende do governador e o dinheiro não será para o governador, isso é para a cidade. Se a gente tivesse conseguido esse recurso, talvez nem precisasse usar o dinheiro do Iprev", afirmou Rollemberg em entrevista ao Correio Braziliense.

Cobrado sobre promessas de campanha que não devem ser entregues até o fim do mandato, como a ampliação do metrô, a implantação da escola integral em toda a rede pública, a realização de concursos e a construção de policlínicas, Rollemberg usou o caos financeiro como justificativa para o descumprimento dos compromissos eleitorais.

"Eu comparo compromissos de campanha à intenção de uma família que planejou fazer uma viagem nas férias e não contava com a crise econômica", explicou. "Mas conseguimos manter o salário em dia, garantimos o pagamento do 13º e de boa parte da dívida que herdamos do governo anterior. Ainda iniciamos um conjunto de obras e de ações muito importantes para a população de Brasília", acrescentou. 

Questionado se o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que vive uma crise no PSDB, pode vir a ser candidato a presidente pelo PSB, Rollemberg desconversou: "Alckmin é uma pessoa de grande envergadura, que administra muito bem o estado de São Paulo e que tem muito boa relação com o PSB. Quem serão os candidatos em 2018? É cedo para dizer. Até porque há uma disputa política dentro do PSDB. Ele será candidato? Será pelo PSDB? Se não for, será por outro partido? São definições que só teremos em 2018."

Leia na íntegra a entrevista de Rodrigo Rollemberg. 

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247