Faltam remédios para tratar câncer no DF

Sete dos 65 medicamentos usada na rede pública como tratamento contra o câncer estão em falta na Secretaria de Saúde do Distrito Federal; três deles foram adquiridos em uma compra de caráter emergencial, no ano passado, por R$ 15 milhões; o secretário-adjunto, Elias Fernando Miziara, atribui o problema ao aumento da demanda, à "falta de responsabilidade dos representantes comerciais", que provocaram o déficit, e dificuldades legais

Brasília - Entrevista do secretário adjunto de saúde do DF, Elias Fernando Miziara
Brasília - Entrevista do secretário adjunto de saúde do DF, Elias Fernando Miziara (Foto: Leonardo Lucena)
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Brasília 247 - Sete dos 65 medicamentos usada na rede pública como tratamento contra o câncer estão em falta na Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Três deles, inclusive, foram adquiridos em uma compra de caráter emergencial, no ano passado, por R$ 15 milhões. O secretário-adjunto, Elias Fernando Miziara, atribui o problema ao aumento da demanda, à "falta de responsabilidade dos representantes comerciais", que provocaram o déficit, e dificuldades legais. Atualmente, 5.570 pessoas fazem tratamento contra o câncer na rede pública de saúde. As informações são do G1 Distrito Federal.

Apesar de reconhecer o problema, a secretaria diz que os medicamentos têm substitutivos e que todos os pacientes são atendidos. Os remédios são usados, especialmente, para o tratamento de pessoas linfomas, leucemia, melanoma e câncer de mama. Os tipos mais comuns de câncer nos homens são próstata e cólon e reto. No caso das mulheres, o de mama e no colo do útero. Em relação às crianças, os maiores índices são lesões no sistema nervoso central e leucemia.

"O que tem acontecido, na maior parte das vezes, é que as empresas não estão ofertando o produto no pregão. Elas não participam, mesmo tendo sido divulgado, sabem que a gente precisa, que foi anunciado, que a gente vai comprar. Não posso obrigar ninguém a participar do processo, mas, como nós somos obrigados a comprar e não conseguimos no processo regular, temos que partir para a compra emergencial. Isso muitas vezes aumenta o tempo gasto e o preço final", declara Miziara.

De acordo com o dirigente, a pasta monitora o consumo dos remédios e, normalmente, abre o pregão com 120 dias de antecedência do prazo para que os medicamentos acabem. Miziara, no entanto, afirma que a alta demanda leva a um consumo muito alto em um tempo menor do previsto.

"São os mesmos produtos (comprados em setembro). Às vezes acrescenta algum ou exclui o outro, mas a lista é basicamente a mesma. O que explica é que o consumo aumenta repentinamente e por duas razões: vem paciente de outras cidades para tratamento aqui, mas não vem o medicamento junto. E tem o aumento da população, que acontece o tempo todo. Não posso aumentar em 1%, por exemplo, a quantidade de medicamentos a comprar com base na previsão de crescimento da população", diz.

A pasta informou que os fornecedores de medicamentos Etoposideo, Idarrubicina e Paclitaxel receberam notificação em consequência do atraso na entrega. Além disso, estão em processo de aquisição emergencial os remédios Vinorelbina e Ifosfamida.

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