Inep descartou licitação para gráfica do Enem sem justificativa

Depois de muita pressão, queda de presidentes e declarações belicosas, o Inep, sob Bolsonaro, continua gerando tensões; o goveno abriu mão de uma nova licitação para selecionar a gráfica que irá imprimir as provas do Enem deste ano sem apresentar quaquer justificativa; isso contraria indicação do TCU (Tribunal de Contas da União)

Aumenta pela primeira vez desde 2011 nota máxima na redação do Enem
Aumenta pela primeira vez desde 2011 nota máxima na redação do Enem (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

247 - O Inep (Instituto Nacional de Estudos Educacionais), órgão do MEC responsável pela confecção da prova, encaminhou ao tribunal pedido para renovar contratos de impressão continuamente para o Enem e outras avaliações.

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que "hoje, a mesma empresa, Valid, suspeita de irregularidades, detém dois contratos para a impressão de todas as provas do órgão. O valor total é de R$ 294,7 milhões.  A gráfica RR Donnelley imprimiu o Enem de 2009 a 2018 por meio de duas licitações (2010 e 2016). Em 2009, a contratação teve dispensa de licitação após roubo da prova."

A matéria ainda acrescenta que "nos outros anos, após as licitações, o contrato foi renovado sem concorrência.  Essa gráfica anunciou falência no fim de março deste ano. Em julgamento de 24 de abril, o TCU proibiu o governo de renovar a contratação para o Enem continuamente.  Neste ano, a corte autorizou, excepcionalmente, contratar a segunda colocada na licitação de 2016, Valid, se 'demonstrada a ausência de tempo para processar novo certame'." 

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