Humberto Costa: esse governo tem data marcada para terminar

O senador falou no 4º Encontro de Assinantes do 247, em Olinda, sobre o enfraquecimento do governo Bolsonaro; ele também comentou sobre a expectativa dentro do STF no dia em que foram julgados dois habeas corpus de Lula e defendeu a necessidade de uma maior mobilização em torno da liberdade do ex-presidente

247 - O senador Humberto Costa (PT-PE) falou no 4º Encontro de Assinantes do 247, em Olinda, sobre o enfraquecimento do governo do presidente Jair Bolsonaro e sobre a importância do discurso construído pela direita para dar sustentação à sua base. Ele também contou qual era expectativa no Supremo Tribunal Federal (STF) no dia em que foram julgados dois pedidos de habeas corpus do ex-presidente Lula. Além disso, comentou sobre a necessidade de uma maior mobilização nas ruas pela soltura do ex-presidente.

Para o senador, o governo de Bolsonaro tem data para acabar porque não reúne os aspectos necessários para se manter no poder por quatro anos. “Tenho a avaliação que esse é um governo com data marcada para terminar, ainda não houve uma ação concreta para isso mas a gente sente por parte dos próprios setores que dão sustentação para esse governo um mal-estar muito grande. Há uma unidade das elites brasileiras muito grande em torno dessa pauta econômico, mas ao mesmo tempo que há essa unidade há uma insegurança muito grande, seja quanto a capacidade do governo de fazer valer no Congresso Nacional os pontos que representam essa pauta ou seja porque as trapalhadas que o governo comete, ainda que ele possa cumprir no Congresso essa pauta, não despertaria uma segurança suficiente para os que querem ‘investir’ no país. Eu acho que ele não reúne o mínimo de unidade dessas elites para governar por quatro anos”.

Humberto Costa disse que o discurso construído pela direita é o que ainda dá sustentação ao atual governo. “Confesso que me surpreende a resiliência que o governo tem em termos de apoio em determinados setores. Acho que isso reflete um trabalho de construção de uma percepção política, ideológica e hegemônica que eles conseguiram fazer. Eles conseguem manter vivo o argumento que deu a vitória a eles na eleição passada de que o PT quebrou o Brasil”.

Presente no STF no dia do julgamento de dois pedidos de habeas corpus para Lula, o senador contou que a expectativa pela soltura do ex-presidente era positiva. “Tínhamos realmente uma expectativa positiva porque tínhamos feitos algumas incursões no Poder Judiciário, lá pelo Supremo, procuramos também sondar o ambiente em relação a outros segmentos que têm sido sistematicamente qualificados como responsáveis por uma forte pressão para que o presidente Lula saísse da cadeia, tinha havido já publicações de algumas matérias do The Intercept que mostravam claramente a postura parcial que o Moro e toda a Lava Jato tinham tido em relação ao processo do presidente Lula. Então fomos com uma expectativa positiva, tínhamos uma expectativa de que Lula poderia sair, não com o julgamento anulado, com pelo menos uma liminar que permitisse sua saída”.

Para Humberto Costa é necessário conciliar a luta pela liberdade de Lula pelos meios institucionais e pela mobilização nas ruas. “Só aqueles que têm uma visão fechada não entendem que esse processo teve um componente político muito forte, mas ao mesmo tempo em que há essa narrativa hegemônica nós precisamos ter a construção de um movimento mais forte para a defesa do presidente Lula e de sua libertação. Eu sou otimista, eu acho que se o Glenn pudesse ser um pouquinho mais generoso e soltar essas bombas que ele diz que tem com maior frequência nos ajudaria, mas, de todo modo, esse processo é muito corrosivo para a imagem do Moro, da Lava Jato e vai construindo as condições para que isso aconteça. O nosso desafio é conseguir unir essa ação institucional, no parlamento, dentro do Poder Judiciário, e a ação de rua na defesa da libertação do presidente Lula”.

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