'Tenho pessoas negras que cortam meu cabelo', diz torcedor que fez ataques racistas contra segurança

Após depor na polícia no caso em que são acusados de injúria racial contra o segurança Fábio Coutinho, no Mineirão, os irmãos Adrierre Siqueira da Silva e Natan Siqueira Silva se disseram arrependidos e que ataques racistas não fazem parte da sua índole. "De forma alguma, tanto é que eu tenho irmão negro, tenho pessoas que cortam o meu cabelo que são negros", afirmou Natan

247 - Ao justiicar os ataques racistas contra o segurança Fábio Coutinho, no Mineirão nó último domingo, os irmãos Adrierre Siqueira da Silva e Natan Siqueira Silva disseram que se relacionam com pessoas negras e que as ofensas não fazem parte da sua índole. 

Os dois foram ouvidos no Departamento de Operações Especiais (Deoesp), na Região da Pampulha. Natan negou ter chamado o segurança de macaco. 

“De forma alguma, tanto é que eu tenho irmão negro, tenho pessoas que cortam o meu cabelo que são negros, amigos que são negros. Isso não foi da minha índole, pelo contrário. A forma que está circulando nas redes sociais, na imprensa, que eu dirigi a palavra a ele de ‘macaco’, de forma alguma eu falei aquilo. A palavra direcionada foi ‘palhaço’ e não ‘macaco’”, disse.

Adrierre, por sua vez, que cuspiu no segurança e em seguida gritou: “Olha sua cor!”, disse que estava "exaltado". “Estava com os ânimos exaltados na hora do jogo e quero pedir perdão a ele, por todos os insultos que eu fiz, pelo cuspe que eu proferi. Aquilo não é da minha índole”, afirmou. Ambos disseram que querem se encontrar com o segurança para pedirem desculpas. 

O segurança disse que viveu a situação mais delicada de sua carreira. "Foi triste, foi pesado demais. 'Olha sua cor, não põe a mão em mim'. Então, pela minha cor, eu sou inferior a outro ser humano?", questionou.

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