Com São Paulo em fase vermelha e um dia depois de licença para tratamento de câncer, Bruno Covas vai ao Maracanã

A cidade de São Paulo está em fase vermelha, apenas com serviços essenciais funcionando neste sábado. O prefeito da cidade estava de licença até esta sexta, para tratamento de câncer. Nada disso foi suficiente para que o prefeito Bruno Covas fosse ao Maracanã, na partida entre Palmeiras e Santos pela final da Libertadores

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247 com Brasil de Fato - Um dia depois de encerrar licença médica para tratamento de câncer e com a cidade que dirige em Fase Vermelha para combate à pandemia do coronavírus, o  prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), foi ao Maracanã para se aglomerar e torcer pelo seu time, o Santos derrotado pelo Palmeiras por 1 a 0 na final da Liberadores. 

De acordo com imagens e informações que circularam em redes e portais de notícias, a condição prevista pela Conmebol (confederação responsável pela competição) não parece ter sido cumprida. Para admitir essa cota de convidados no estádio, a entidade exigia distanciamento para evitar aglomeração.

Bruno Covas vem fazendo tratamento de um câncer, diagnosticado em outubro de 2019, na cárdia, região entre o esôfago e o estômago. O prefeito passou por sessões diárias de radioterapia nos últimos dias de 2020. 

No dia 19 de janeiro, o Diário Oficial do Município publicou o pedido de afastamento por 10 dias. A publicação foi acompanhada de recomendação de repouso feita pela equipe médica que o acompanha, depois de uma sessão extra de radioterapia naquele dia. Não há informação oficial se Covas poderá retornar ao trabalho nesta segunda, depois do período de interinidade de seu vice, Ricardo Nunes (MDB).

Embora tenha se apresentado durante a pandemia como um político cauteloso, o gesto de viajar ao Rio de Janeiro e entrar num estádio de futebol é condizente com a conduta da prefeitura de São Paulo. Na prática, a gestão municipal, embora adote discurso diferente do presidente Jair Bolsonaro, não vem empreendendo esforços para com as recomendações de isolamento social e enfrentamento de aglomerações. O prefeito deu neste sábado um mau exemplo.

País doente

Isso no dia em que o país contou 58.462 casos de covid-19, além de 1.279 mortes. O Brasil chegou a 9,2 milhões de contaminados e 224 mil vidas perdidas, sendo 53 mil dessas mortes no estado de São Paulo. Proibidos pela Conmebol de “erguer a taça”, o também santista João Doria (PSDB), governador do estado, e o presidente da República, Jair Bolsonaro, dito palmeirense, não foram ao Maracanã.

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