Governador do Rio, Witzel diz que 'é questão de tempo' para virar presidente do Brasil

"Sem dúvida", declarou Witzel, quando perguntado por jornalistas estrangeiros no Rio se acreditava que ele seria o presidente no futuro. Ele não especificou quando ele poderia disputar a presidência

(Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
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Sputinik – O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse nesta terça-feira que "é só uma questão de tempo" antes de se tornar presidente do Brasil. Ele fez fama ao comparar traficantes de drogas a terroristas e nazistas enquanto defendia atiradores em helicópteros para matá-los.

Ex-juiz federal, Witzel foi amplamente visto como um plano para se tornar governador nas eleições do ano passado. Mas sua retórica de lei e ordem ajudou a alinhá-lo com o eventual vencedor da corrida presidencial de 2018, o ex-capitão do exército Jair Bolsonaro, elevando-o a uma improvável vitória.

"Sem dúvida", declarou Witzel, quando perguntado por jornalistas estrangeiros no Rio se acreditava que ele seria o presidente no futuro. Ele não especificou quando ele poderia disputar.

Os comentários de Witzel sugerem que Bolsonaro deve enfrentar duros desafios tanto da esquerda quanto da direita se buscar a reeleição em 2022. Bolsonaro prometeu durante a campanha do ano passado acabar com a reeleição para os presidentes brasileiros, mas recentemente disse que poderia concorrer a um segundo mandato.

O governador de São Paulo, João Doria, cujos laços já estreitos com Bolsonaro se extinguiram desde que assumiu o estado rico e relativamente pacífico no início deste ano, também deve ocorrer.

Taxa de assassinato

Em linha com as tendências nacionais, o número de assassinatos no Rio caiu desde a posse de Witzel em 1º de janeiro, cerca de 25% entre janeiro e maio, em comparação com o mesmo período de 2018.

Mas o número de homicídios cometidos por policiais do Rio aumentou quase 20% nos primeiros cinco meses deste ano. Os críticos argumentam que a retórica linha-dura de Witzel deu aos policiais uma permissão implícita para matar.

"Ninguém quer matar bandidos. Queremos prendê-los", afirmou Witzel. "Mas eles precisam saber que vamos agir com rigor. Quando chegamos, eles se rendem ou morrem".

Witzel, que ampliou o uso de helicópteros em operações policiais, disse que a cidade está agora a equipá-los com franco-atiradores para derrubar chefões da favela.

Witzel justificou sua luta contra as gangues de drogas do Rio comparando-a ao bombardeio da Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

"Embora não na mesma proporção, também estamos combatendo terroristas", acrescentou.

Além disso, Witzel disse que o número de mortos no Rio provavelmente permanecerá alto durante seu tempo no cargo.

"Isso é normal em uma situação como esta", pontuou. "Estamos vivendo em uma situação de confronto, em que [gangues de drogas] estão testando os limites da polícia e do governador".

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