Lava Jato pede para gestão Doria preservar arquivos do Rodoanel após fim da Dersa

Procuradores temem que tucanos sumam com papéis eventualmente comprometedores após a decisão do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de acabar com a Dersa - Desenvolvimento Rodoviário S/A. O Judiciário apura a suspeita de desvios de recursos públicos no valor de R$ 625 milhões

247 - A força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo enviou uma notificação ao comando da Dersa para que a estatal paulista preserve os documentos referentes ao Rodoanel Mário Covas. A Justiça Federal apura a suspeita de desvios de recursos públicos no valor de R$ 625 milhões. 

Procuradores temem que tucanos sumam com papéis eventualmente comprometedores após a decisão do governador João Doria (PSDB) de acabar com a estatal. A Assembleia Legislativa já aprovou a extinção do projeto. 

“Não permita, autorize, ordene ou execute ato que importe a supressão ou alteração de qualquer elemento documental ou informação, ainda que em meio eletrônico, referente às obras do Rodoanel Mário Covas”, diz o documento, segundo relato feito pelo jornal Folha de S.Paulo.

A Dersa passou a ser associada a corrupção. Um ex-diretor da empresa, o engenheiro Paulo Veira de Souza, conhecido como Paulo Preto, foi condenado a 145 anos de prisão e está preso em Curitiba (PR) sob acusação de desvios de R$ 7 milhões.

Numa outra linha de investigação, Laurence Casagrande Lourenço, ex-presidente da Dersa no governo de Geraldo Alckmin (PSDB), ficou preso por cerca de três meses por suspeitas de desvios na obra do Rodoanel Norte. Lourenço e outras 13 pessoas são réus numa ação que corre na Justiça de São Paulo. Ambos dizem que não cometeram os crimes imputados a eles.


Conheça a TV 247

Mais de Sudeste

Ao vivo na TV 247 Youtube 247