Operação mira ex-secretário de Paes

Agentes da PF cumprem mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Rodrigo Bethlem, secretário de Assistência Social da cidade do Rio na gestão de Eduardo Paes (PMDB); a ação é mais um desdobramento da operação Ponto Final, uma das etapas da Operação Lava Jato no Rio; o MPF busca entender mensagens encontradas nos celulares de presos da operação Ponto Final, que investigou desvios no setor de transportes; segundo o conteúdo das mensagens, Bethlem seria intermediário em um esquema criminoso ligado a Prefeitura do Rio

O presidente do Conselho de �tica, Ricardo Izar, coordena sess�o que rejeitou o parecer preliminar do deputado Paulo Freire, relator do processo contra o deputado Rodrigo Bethlem (Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag�ncia Brasil)
O presidente do Conselho de �tica, Ricardo Izar, coordena sess�o que rejeitou o parecer preliminar do deputado Paulo Freire, relator do processo contra o deputado Rodrigo Bethlem (Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag�ncia Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

Rio 247 - Agentes da Polícia Federal cumprem mandados de busca e apreensão, na manhã desta terça-feira (15), em endereços ligados ao ex-secretário de Assistência Social da cidade do Rio Rodrigo Bethlem. A ação é mais um desdobramento da operação Ponto Final, uma das etapas da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. 

O Ministério Público Federal (MPF) quer entender mensagens encontradas nos celulares de presos da operação Ponto Final, que investigou desvios no setor de transportes. Segundo o conteúdo das mensagens, Bethlem seria intermediário em um esquema criminoso ligado a Prefeitura do Rio. Bethlem teria dito que o esquema teria continuidade na gestão do atual prefeito da capital fluminense, Marcelo Crivella. O MPF não encontrou sinais de envolvimento direto do ex-prefeito Eduardo Paes e do atual prefeito no esquema.

O ex-titular da pasta foi encontrada em casa, no condomínio Península, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, por volta das 5h. Bethlem foi intimado a prestar esclarecimentos na sede da PF. Ele não é obrigado a comparecer.

Outro lado

Em nota, a Prefeitura do Rio disse não haver qualquer possibilidade de escândalos no setor de transporte do governo anterior ter continuado na atual gestão. Os relatos das respostas foram publicados no G1.

"No mês passado, a Prefeitura conseguiu impedir novamente o aumento da tarifa de ônibus urbanos do município, contrariando a reivindicação dos empresários e até decisão de primeira instância da justiça. A gestão municipal, sempre à disposição das autoridades, é pautada pela transparência e respeito às leis", garantiu.

Em nota, Bethlem afirmou que o autor da ação está interessado em "jogar para a plateia". O ex-secretário já é réu em três ações envolvendo ONGs e contratos superfaturados. 

 

 

 

 

 

 

Em uma troca de mensagens entre Bethlem e Lélis Teixeira, presidente da Fetranspor, no dia 28 de dezembro de 2016, o ex-secretário avisa: "Tranquilize a turma". O MPF acredita que o teor das mensagens revela fortes indícios de acertos espúrios.

Bethlem é o segundo secretário da gestão do ex-prefeito Eduarod Paes investigado pela Lava Jato. No mês passado, a PF prendeu o ex-secretário municipal de Obras do Rio nas duas gestões do ex-prefeito, Alexandre Pinto.
A operação, batizada de "Rio 40 graus", investigou o grupo suspeito de receber R$ 35,5 milhões em propina de obras públicas. Segundo o MPF, a propina era cobrada nas obras do corredor de ônibus Transcarioca, que custou R$ 2 bilhões, e nas de drenagem de córregos da Bacia de Jacarepaguá, com custo estimado em R$ 230 milhões. O MPF diz que o ex-secretário de Obras é suspeito de pedir 1% do valor das obras.

Em julho, a primeira etapa da Operação Ponto Final prendeu o empresário Jacob Barata Filho. Ele foi preso no Aeroporto Internacional Tom Jobim pela força-tarefa da Lava Jato ao tentar embarcar para Lisboa, Portugal.

Bens bloqueados

Em junho, a Justiça do Rio decretou, em caráter liminar, o bloqueio de bens do ex-secretário de Assistência Social do Rio Rodrigo Bethlem (PMDB). Segundo as denúncias do MPRJ, Bethlem desviou recursos públicos por meio de ONGs, na gestão de Eduardo Paes (PMDB).

"Há indícios da existência de suposto esquema de corrupção que teria causado prejuízo ao erário da ordem de R$ 60.000.000,00 (sessenta milhões de reais) em decorrência de irregularidades praticadas, a princípio, por meio de uma única Secretaria Municipal", diz o texto.

 

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