PM foi "desastrosa", diz Câmara Municipal do Rio sobre morte de jovens

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Municipal do Rio de Janeiro manifestou, em nota, "total indignação e repúdio" contra o assassinato de cinco jovens em Costa Barros, subúrbio do Rio; a ação foi cometida por PMs, quando os jovens retornavam ao morro da Pedreira, em Costa Barros, depois de saírem para comer pizza; os policiais dispararam mais de 50 tiros de fuzis e pistolas contra o carro das vítimas; todos morreram no local; para os vereadores, trata-se de "mais uma ação desastrosa e extremamente violenta realizada por alguns policiais militares que insistem em descumprir o que determina a lei"

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policia militar rio de janeiro pm rj (Foto: Leonardo Lucena)

Douglas Correa – Repórter da Agência Brasil

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Municipal do Rio de Janeiro manifestou, em nota, "total indignação e repúdio" contra o assassinato de cinco jovens em Costa Barros, subúrbio do Rio, na noite do último sábado (29). A ação foi cometida por policiais militares, quando os jovens retornavam, por volta das 22h, ao morro da Pedreira, em Costa Barros, depois de saírem para comer pizza.

A ação, "extremamente violenta", culminou na execução de Roberto de Souza, 16 anos; Carlos Eduardo da Silva Souza, 16 anos; Cleiton Correa de Souza, 18 anos; Wesley Castro, 20 anos, e Wilton Esteves Domingos Junior, 20 anos. Na ação, os policiais militares dispararam mais de 50 tiros de fuzis e pistolas contra o carro das vítimas. Todos morreram no local.

Para a comissão da Câmara Municipal, o fato traz à tona, mais uma vez, o despreparo e a inobservância dos direitos fundamentais à dignidade humana e aos tratados internacionais de direitos humanos ratificados pelo Brasil. Para os vereadores, trata-se de "mais uma ação desastrosa e extremamente violenta realizada por alguns policiais militares que insistem em descumprir o que determina a lei".

Essas mortes quase sempre são justificadas pelo auto de resistência, quando o policial atira para, supostamente, se defender. “É lamentável saber que todos os dias um número significativo de pessoas são assassinadas por agentes do Estado e que esses crimes fiquem sem a devida investigação. Entram, lamentavelmente, na estatística dos autos de resistência, forjados em muitos casos”, diz a nota.

A nota é assinada pelo vereador Jefferson Moura, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, que se solidariza com os familiares dos jovens assassinados e se soma ao clamor de toda a sociedade carioca,  exigindo investigações ágeis e eficientes para que haja identificação e punição exemplar dos responsáveis por atos tão desumanos.

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