Supermercados do Rio já limitam compras de arroz e óleo

Alguns supermercados do Rio estão limitando compras por clientes devido à alta dos preços de alimentos da cesta básica. Em 2020, o arroz, por exemplo, já teve um reajuste de até 320%, de acordo com ProconsBrasil

Supermercados do Rio já limitam compras de alimentos por cliente
Supermercados do Rio já limitam compras de alimentos por cliente (Foto: Reprodução/Twitter)
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247 - Alguns supermercados do Rio de Janeiro estão limitando compras por clientes devido à alta dos preços de alimentos da cesta básica, que ficou 20% mais cara nos últimos 12 meses. Neste ano o arroz, por exemplo, teve um reajuste de até 320%, de acordo com ProconsBrasil. Um saco de 5kg chegou a custar R$ 40 para o consumidor. De acordo com estatísticas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), referentes ao varejo na cidade do Rio de Janeiro, em agosto deste ano na comparação com julho, ainda subiram de preço o óleo de soja (22,39%) e o feijão preto (0,82%).

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) alertou o governo federal sobre possibilidade de desabastecimento nos estabelecimentos se as condições persistirem. Os relatos desta matéria foram publicados em reportagem do jornal Extra (RJ)

Para a ProconsBrasil, a solução para garantir o acesso à cesta passa por uma ação contundente do governo. "A gente acionou o governo federal para que acompanhe e monitore (a situação) e, de repente, estabeleça tetos de exportação, para garantir o abastecimento interno. E invista na agricultura familiar e nas cooperativas rurais, que não vão exportar, vão gerar empregos e ainda movimentar a economia regional", disse o presidente Filipe Vieira.

A rede de supermercados e hipermercados Extra informou que “para um maior número de clientes se abastecer”, limitou a compra de 10 kg de arroz e 5 unidades de óleo de soja por cliente, por tempo indeterminado. 

Especialista apontaram o desequilíbrio entre a oferta e a demanda dos itens e suas matérias-primas no mercado interno, para justificar a alta dos preços de alimentos das cestas básicas. Produtores têm preferido exportar, motivados pela mudança na taxa de câmbio, que provocou a valorização do dólar frente ao real. Com a moeda local mais desvalorizada, os itens produzidos no Brasil ficam mais baratos no exterior. 

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