O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também foi convocado pela “República de Curitiba”, para responder uma perguntinha indigesta também feita em outdoor para o juiz Sérgio Moro: afinal, “Temer é corrupto ou não?”.
O fato é que Janot protege o vice que na semana que vem, por meio de golpe, pode substituir Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.
(O senador Roberto Requião (PMDB-PR) costuma dizer que “o saco do chefe é o corrimão do sucesso”).
A perguntinha feita em outdoor espalhado na capital da Lava Jato incomoda as instituições judiciais/policiais e corrobora com denúncia na revista Época desta semana.
Segundo a publicação da Globo (sic), Temer seria beneficiário de propina paga pelo consórcio Argeplan/Engevix que ganhou contratos na estatal Eletronuclear.
Entretanto, como a ideia dos golpistas é derrubar o governo Dilma Rousseff — custe o que custar — a bola da vez é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O espetáculo circense nas vésperas do golpe no Senado visa desmobilizar a militância do campo de esquerda-democrático.
Para despistar o destinto público do iminente golpe de Estado, Janot enviou ao Supremo Tribunal Federal pedido para investigar “meia República”, mas protegeu Michel Temer. Por quê?
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