A coisa mais certa de todas as coisas no massacre de Israel à população da Faixa de Gaza, é o sentimento genocida que aflora nas pessoas batizadas na fé de que é preciso ser supremacista para ser cristão.
O cristão não apoia o massacre, venha de que lado vier; não deseja o extermínio de um povo que não lê o seu livro; não faz propaganda nazista em redes sociais e, tampouco, divulga fake news para provocar a ira que disparam reações violentas.
O cristão não é irracional e não regozija ao demonstrar seu entusiasmo primitivo diante de um cenário de destruição. O cristão sabe que um ser humano não vale mais do que outro, que as diferenças não autorizam e não justificam chacinas e invasões.
A criatura que se diz cristã, mas que só reconhece um lado da história, não é cristã, é imbecil; é o oposto do que pregou o Cristo, que foi pacificador e diplomático, um conciliador que ensinou a dividir e perdoar.
Não é novidade as intervenções xenófobas das igrejas neopentecostais e afins, que ensinam seus membros a esconderem suas ambições e sociopatias sob o falso testemunho das leis sagradas.
A guerra é produto do pensamento infeliz daquele que prega o ódio, que pisa na ferida do outro sem culpa, que não tem ouvidos para além de sua ignorância, nem olhos para além de seus preconceitos.
Essa gente religiosamente mesquinha torce para que uma população de homens, mulheres e crianças sejam exterminadas, justificando um holocausto por outro.
❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp.
Apoie o jornalismo independente do 247:







Participe da discussão