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América Latina

Diálogo Congelado: ELN pausa negociações de paz com o Governo da Colômbia

A delegação governamental expressou que o grupo guerrilheiro é responsável por suas decisões unilaterais, que geram "crises desnecessárias"

Exército da Libertação Nacional (Foto: REUTERS/Federico Rios/File Photo)
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RT - A delegação do Exército de Libertação Nacional (ELN) informou que o diálogo com o governo colombiano entrará em uma "fase de congelamento", considerando que "vem realizando ações violadoras do pactuado na mesa de conversações", que já concluiu seu sexto ciclo.

Em um comunicado publicado nas redes, o ELN afirma que o 'Pacto Territorial para a Transformação para a Vida e Paz' em Nariño — assinado em janeiro entre o governo desse ente e o Executivo — foi feito "fora" do processo de negociações em curso entre ambas as partes, o que implicaria no desconhecimento da mesa, dos acompanhantes, das Nações Unidas e da Conferência Episcopal colombiana.

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Enquanto isso, o governo respondeu que "as decisões unilaterais tomadas pelo ELN são de sua total responsabilidade e levam à geração de crises desnecessárias que prolongam o confronto armado e a violência".

UMA DECISÃO NÃO CONSULTADA - Há um mês, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, esteve com seu gabinete na costa do Pacífico, onde desenvolveu a chamada 'Agenda do Governo com o Povo' em localidades como Tumaco e Barbacoas, ambas no departamento de Nariño.

Naquela ocasião, conforme explicou o governador de Nariño, Luis Alfonso Escobar, foi elaborado o 'Memorando de Entendimento para a Assinatura do Pacto Territorial para a Transformação para a Vida e Paz', conforme informa a Rádio Nacional.

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Após a assinatura, ficou acordado que posteriormente seriam iniciados diálogos territoriais com o ELN, o que é questionado por essa guerrilha, que não os reconhece como produto de consenso com a delegação.

Escobar referiu-se à "territorialização" da paz, ao falar sobre essas conversas que teria com o grupo armado, e que se diferenciam das de caráter nacional.

"Vamos iniciar esse diálogo com o ELN (...) para a transformação territorial não apenas com os atores armados, mas com todos os atores sociais", disse o governador de Nariño.

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A mídia colombiana divulgou um vídeo que teria sido emitido em 29 de janeiro pelo Frente de Comuneros Sur dessa guerrilha, que opera em Nariño, onde manifestam seu desejo de integrar-se a essas conversações, conforme relata o veículo local El País.

UMA NEGATIVA E UMA ADVERTÊNCIA - Em sua declaração, o grupo armado responsabilizou o alto comissário para a Paz, Otty Patiño, que coordenará as conversas locais em Nariño, bem como as Forças Armadas e a Polícia, pelas supostas violações do acordado.

A delegação do ELN expressou sua discordância com esses avanços regionais em Nariño e advertiu que, se continuarem, "levarão o processo de diálogo à crise ao violar os acordos estabelecidos".

Para a equipe negociadora da guerrilha, os diálogos regionais são um "teatro", e eles também convocarão sua delegação para consultas.

"Sem sermos responsáveis pelo ocorrido, os diálogos entre o ELN e o Governo nacional entrarão em uma fase de congelamento enquanto o Governo estiver disposto a cumprir o acordado", diz o comunicado.

COMUNIDADES CANSADAS DA VIOLÊNCIA - Por sua vez, a delegação do Governo sustenta que "cumpriu plenamente todos os seus compromissos" e que "sempre esteve disposta a encontrar soluções para situações críticas".

Em sua declaração, afirma que o Executivo "definiu claramente como uma de suas prioridades desenvolver a paz nos territórios", por isso "respeita e incentiva as iniciativas lideradas por autoridades locais para proteger a população e promover transformações sociais".

Segundo eles, o Governo não induziu nem incentivou a iniciativa da governança de Nariño de conversar com o ELN, mas sim que isso "responde aos clamores de comunidades cansadas da violência".

Para a delegação governamental, as determinações unilaterais do ELN poderiam "minar a confiança da sociedade colombiana em sua vontade de paz". Portanto, eles afirmam que cabe a eles "avaliar o progresso do processo" e "aprofundar uma solução negociada".

Na semana passada, o Comando Central do ELN rejeitou as afirmações do alto comissário para a Paz sobre os supostos desacordos entre os comandantes dessa guerrilha e a delegação que participa dos diálogos de paz. Essa reação ocorreu depois que uma fração do grupo armado declarou uma greve armada no departamento de Chocó, apesar da prorrogação do cessar-fogo por mais seis meses.

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