A Besta Fera Enjaulada

A despeito das 246.000 pessoas mortas pela Covid 19 e pelo Covard17, o Brasil parou essa semana para falar de um sujeito que só ficou conhecido, pelo menos por mim, pelas atitudes fascistas ao quebrar a placa que homenageava Mariele Franco

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A despeito das 246.000 pessoas mortas pela Covid 19 e pelo Covard17, o Brasil parou essa semana para falar de um sujeito que só ficou conhecido, pelo menos por mim, pelas atitudes fascistas ao quebrar a placa que homenageava Mariele Franco, a ativista dos Direitos Humanos e vereadora assassinada pelas milícias no RJ; e agora ao fazer graves ameaças, não só ao STF, como também à democracia brasileira, que já anda manca, desde o dia em que a presidenta Dilma Honesta Roussef foi golpeada. 

Não julgo que tal ato seja cortina de fumaças organizada pelo governo, como muitos proclamam por aí. Creio mais que a Besta Fera anabolizada tenha se comportado genuinamente como sempre o fez, como aquelas criaturas primitivas, com a impulsividade de um animal acuado, sem discernimento sobre os seus atos e com a arrogância dos que se acham autoridade nesse brazuca, terra de ninguém.

Após o Pudim de Esteroides obrar pela boca insultos, achincalhar a suprema corte do país; a instituição, outrora tão adormecida, acorda furiosamente contra o fascista. O ministro Alexandre de Moraes manda prendê-lo imediatamente; a quem o bolsonarista Roberto Jefferson acusou, um dia, de ter uma relação estreita com o PCC, facção criminosa que atua em São Paulo, o que fez com que a justiça de São Paulo o condenasse a pagar indenização ao ministro. Advogado ou não do PCC, o fato é que o ministro tem know how para lidar com bandidos do porte do brutamontes fascista. A Polícia Federal bateu na porta do verme bombado para levá-lo ao xilindró, mas antes o energúmeno musculoso foi ao seu quarto e diante da paciência cristã dos policiais federais fez outro vídeo, proferindo novas ameaças ao Supremo. Quedei-me mais perplexa diante da postura da toda poderosa justiceira Polícia Federal, do que propriamente de mais um ato reprovável do racista corpulento. Alguns questionamentos ornamentaram a minha cabeça: Será que foi a mesma polícia que acordou o ex-presidente Lula, um homem inocente, dentro do seu quarto? Vasculhou os colchões do líder brasileiro? Surrupiou os tablets dos seus netos? Levou o reitor Cancellier, outro homem inocente, às maiores humilhações e ao suicídio?  A dúvida agora é: A PF se humanizou? Ironia em modo on.

O deputado miliciano ao ser conduzido para fazer exame de corpo delito, não se dando por satisfeito no número de crimes já cometidos, desacatou uma policial civil que lhe pediu que usasse a máscara contra a Covid19. O policial federal que o escoltava, delicadamente, batia no ombro do negacionista, para que ele cumprisse as regras de proteção. O curto diálogo entre eles era tão amistoso, tão amigo, tão “parça”! Brotheragem explícita! Totalmente distinto do que o pitbull valentão insistia em ter com a policial que exercia o seu ofício. Nenhuma surpresa. Os típicos valentões falam grosso com aqueles a quem julgam inferiores, nesse caso, nós, mulheres. “Sabe de nada inocente”. 

Acreditando que sairia da jaula no outro dia, o bandalho teve a infeliz surpresa de permanecer preso, após o STF e a Câmara decidirem por sua permanência. Em sua autodefesa, vimos a imagem de um homem cheio de olheiras, já falando mais manso; um pitbull metamorfoseado em chihuahua. Para minha surpresa, assistindo ao seu discurso tomei conhecimento de que ele tinha mãe, quando se referiu ao sofrimento de sua genitora à sua prisão. Acreditava que o pulha fosse fruto de matéria orgânica apodrecida, representante da ultrapassada geração espontânea.

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