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Ricardo Mezavila

Escritor, Pós-graduado em Ciência Política, com atuação nos movimentos sociais no Rio de Janeiro.

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A Globo faz movimento para fazer de Ciro a fronteira da esquerda

Assim, ignorando Haddad e o PT, a Globo pensa em isolar os verdadeiros protagonistas da história recente e pavimentar o caminho para o seu candidato

Sem espaço no maior meio de comunicação do país, o Partido dos Trabalhadores está sendo deslocado da esquerda para o precipício político. Não cabe, em um encontro de lideranças entre um ex-presidente e de dois ex-candidatos à presidência, a ausência de um representante do Partido que governou por três mandatos e meio.

Não se justifica a ausência de Fernando Haddad que teve mais votos do que todos os outros candidatos juntos nas últimas eleições.

A Globo quer com isso delimitar o espaço para que os eleitores saibam que a direita começa em João Amoedo, e que a esquerda termina em Ciro Gomes, fazendo de Ciro uma espécie de fronteira que, sendo ultrapassada, restará ao eleitor o território extremista.  No meio ficam Marina, Daciolo e Álvaro Dias.

A estratégia da Globo se parece com os dados manipulados pelo Ministério da Saúde para diminuir o impacto das mortes por Covid, se ninguém fala, não existe.

Assim, ignorando Haddad e o PT, a Globo pensa em isolar os verdadeiros protagonistas da história recente e pavimentar o caminho para o seu candidato.

Sérgio Moro está sendo preparado para polarizar com a extrema direita bolsonarista. Moro pode ser uma opção, não muito palatável, mas arregimentaria votos úteis dos eleitores que orbitam no espaço entre Amoedo e Ciro.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.