A história que precisamos recordar

É importante conhecer profundamente a história, a fim de não mais cometermos os erros do passado. Em vista da atual efervescência do fascismo no Brasil, recordemos da história, da abertura do Partido ao qual Hitler se filiou

A história que precisamos recordar
A história que precisamos recordar (Foto: Central Press)
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É importante conhecer profundamente a história, a fim de não mais cometermos os erros do passado.

Em vista da atual efervescência do fascismo no Brasil, recordemos da história, da abertura do Partido ao qual Hitler se filiou.

Hoje vemos uma turba de ignorantes fazer comparações as mais estapafúrdias, o Partido dos Trabalhadores (PT), com a sigla do Partido Socialista Alemão, ou associá-lo ao comunismo e ou à política de Hitler, na Alemanha.

Nada mais incongruente, já que os militantes do neonazismo, hoje radicados aqui, justamente combatem o Partido dos Trabalhadores, que justamente defende os direitos humanos e as classes mais oprimidas da sociedade brasileira. Ha em curso uma verdadeira guerra entre a Direita e a Esquerda, causando já inúmeras atrocidades.

No espectro político, a "esquerda" se caracteriza pela defesa de uma maior igualdade social. Normalmente, envolve uma preocupação com os cidadãos que são considerados em desvantagem em relação aos outros e uma suposição de que há desigualdades injustificadas que devem ser reduzidas ou abolidas.

Os termos "direita" e "esquerda" foram criados durante a Revolução Francesa (1789–1799), e referiam-se ao lugar onde políticos se sentavam no parlamento francês, os que estavam sentados à direita da cadeira do presidente parlamentar foram amplamente favoráveis ao Regime oligárquico antigo (Ancien Régime).

O uso do termo "esquerda" tornou-se mais proeminente após a restauração da monarquia francesa em 1815 e foi aplicado aos "Independentes.

Mais tarde, o termo foi aplicado a uma série de movimentos sociais, especialmente o republicanismo, o socialismo, o comunismo e o anarquismo. Atualmente, o termo "esquerda" tem sido usado para descrever uma vasta gama de movimentos, incluindo o movimentos pelos direitos civis, movimentos em defesa de moradias populares e ambientalistas.

A DIREITA - HISTORIACAMENTE

O conservadorismo ou conservantismo é uma filosofia política e social que defende a manutenção das instituições sociais tradicionais no contexto da cultura e da civilização. Por algumas definições, os conservadores procuraram várias vezes preservar as instituições, incluindo a religião, a Monarquia, o Governo Parlamentar, os "direitos de propriedade" e a hierarquia social, enfatizando a estabilidade e a continuidade, enquanto os elementos mais extremos chamados reacionários se opõem, ao modernismo e buscam um retorno à "maneira como as coisas eram".

De acordo com Quintin Hogg, Presidente do Partido Conservador britânico (Partido Conservador) em 1959, "o conservadorismo não é tanto uma filosofia mas uma atitude, uma força constante, desempenhando uma função intemporal no desenvolvimento de uma sociedade livre e correspondente a uma exigência profunda e permanente da própria natureza humana".

Em contraste com a definição de conservadorismo baseada na tradição, teóricos políticos como Corey Robin definem o conservadorismo principalmente em termos de uma defesa geral da desigualdade social e econômica.

Nessa perspectiva, o conservadorismo é menos uma tentativa de defender as instituições tradicionais e mais "uma meditação sobre - e uma interpretação teórica - da experiência sentida de ter poder, vê-lo ameaçado e tentar recuperá-lo".

De políticos presidenciáveis do momento;

Muito se tem falado nos últimos anos nesta figura política que se chama Jair Bolsonaro e que milita como deputado federal há décadas, bem menos tempo que serviu ao exército (11 anos) de forma, que já tentando localizá-lo no espectro político, podemos dizer que ele representa mais as forças conservadoras do que o próprio exército, pois sua "memória de militar" já faz parte de seu passado longínquo. Suas aparições públicas tem sido um fiasco.

Em uma entrevista para a revista Veja em 2 de dezembro de 1998, o parlamentar afirmou que a ditadura chilena de Augusto Pinochet, que matou mais de 3.000 pessoas e exilou outras 200.000, "devia ter matado mais gente".

Ele também elogiou o presidente peruano Alberto Fujimori como um "modelo" pelo uso de uma intervenção militar contra o judiciário e o legislativo.

Em 1999, o deputado afirmou ao programa "Câmera Aberta" que era "favorável à tortura" e chamou a democracia de "porcaria". Se fosse presidente do país, respondeu que não havia "a menor dúvida" de que "fecharia o Congresso" e de que "daria um golpe no mesmo dia".

Na mesma época, ao explicar ao apresentador Jô Soares por que defendeu o fuzilamento do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ele disse que "barbaridade é privatizar a Vale e as telecomunicações, entregar as nossas reservas petrolíferas ao capital externo". DESDE ENTÃO passou a ser "inimigo da mídia", que defende, e lidera o movimento do golpe político e a entrega das riquezas do Brasil.

O Deputado Federal também é conhecido por alegar que a ditadura foi uma época "gloriosa" da história do Brasil. Em carta publicada no jornal Folha de S.Paulo ele se refere ao período militar como "20 anos de ordem e progresso".

Ainda, também afirmou, durante uma discussão com manifestantes em dezembro de 2008, que "o erro da ditadura foi torturar e não matar.

Nas redes sociais, " Bolsoasno" tem sido somente um de seus seu apelidos.

Foi criticado pelos meios de comunicação, por políticos e pelo grupo "Tortura Nunca Mais", sobretudo depois de ter afixado na porta de seu escritório um cartaz que dizia aos familiares dos desaparecidos da ditadura militar que "quem procura osso é cachorro".

UM PARALELO SOBRE A SITUAÇÃO POLÍTICA ATUAL E SOBRE A MANIPULAÇÃO MIDIÁTICA envolvendo a população;

Achei por bem reiterar a necessidade de recordar este trágico passado.

Então vamos RECORDAR

O Nazismo no Brasil.

Teve início ainda antes da Segunda Guerra Mundial, quando o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães fez propaganda política no país para atrair militantes entre os membros da comunidade alemã. Nas décadas de 1920 e de 1930, dezenas de milhares de alemães imigraram para o Brasil, devido aos problemas socioeconômicos enfrentados pela Alemanha da República de Weimar e do pós-Primeira Guerra Mundial. Foi dessa nova onda de imigração alemã que se originou a maioria dos nazistas no Brasil, uma vez que esses novos imigrantes mantinham laços mais fortes com a Alemanha do que os imigrantes que chegaram ao Brasil no século XIX.

Não se pode afirmar que a maioria da comunidade alemã no Brasil tenha aderido à ideologia nazista, porém importantes segmentos dessa comunidade foram infiltrados por nazistas.

Os nazistas no Brasil estavam concentrados sobre tudo entre a camada empresarial e urbana da comunidade alemã, e não nas colônias germânicas rurais. Nem todos os filiados ao partido nazista no Brasil engajaram-se por uma questão ideológica, pois muitos o fizeram em busca de benefícios econômicos que essa filiação poderia proporcionar.

Em 1939, viviam no Brasil 87.024 imigrantes alemães, dos quais 33.397 em São Paulo, 15.279 no Rio Grande do Sul, 12.343 no Paraná e 11.293 em Santa Catarina. Do total de alemães, somente 2.822 eram filiados ao partido nazista, menos de 5% da comunidade alemã do país. Os nazistas estavam espalhados por 17 estados brasileiros, de norte a sul do país. O maior número de nazistas estava em São Paulo (785), seguido de Santa Catarina (528) e do Rio de Janeiro (447).

Naquela altura, também havia 900 mil brasileiros descendentes de alemães, mas estes não podiam se filiar ao partido, que era reservado aos alemães natos.

Não era do interesse dos nazistas participar das eleições no Brasil, e o partido nunca foi registrado na Justiça Eleitoral brasileira. Segundo o então embaixador da Alemanha no Brasil, Karl Ritter, havia orientações expressas de que o partido não deveria se intrometer em assuntos internos do Brasil. O partido funcionou no Brasil de 1928 a 1938, sem ser incomodado pelo governo brasileiro, então liderado por Getúlio Vargas. Nesse último ano, após a implantação da ditadura do Estado Novo, o partido nazista e todas as outras agremiações políticas estrangeiras foram "colocadas" na ilegalidade. Embora a maioria dos teuto-brasileiros não se tenha aderido ou simpatizado com a propaganda hitlerista, o Brasil tinha a maior seção do Partido Nazista fora da Alemanha.

A IMAGEM: Quando o nazismo ascendeu ao poder na Alemanha, havia no Brasil 1.260 escolas alemãs, com mais de 50 mil alunos. O governo alemão destinava grande quantia de dinheiro para subsidiar essas escolas. Em 1937, o Terceiro Reich previu um orçamento de 4 milhões de marcos para escolas alemãs na América Latina. A partir de 1933, era possível encontrar, em algumas dessas escolas, o estandarte nazista, bem como uma grande fotografia de Hitler. Em algumas dessas escolas, professores vinham diretamente do Terceiro Reich para doutrinar as crianças alemãs.

Exercendo minha cidadania política, fui atrás de significado e encontrei.

POLÍTICO:

Segundo Sócrates, é um homem público que lida com a chamada "coisa pública".

Segundo Platão, é filiado a um partido ou "ideologia filosófica de conduta".

Se incorporado a um Estado pela vontade do povo, pode ser formalmente reconhecido como membro ativo de um governo.

É uma pessoa que influencia a maneira como a sociedade é governada.

Definição que inclui pessoas que estão em cargos de decisão no governo e pessoas que almejam a esses cargos tanto por eleição, quanto por indicação.

Em realidade, é antes de tudo o cidadão, a cidadã, conscientes de sua função ativa na sociedade como parte fundamental dela, e na direção social em que o indivíduo, é o motor do processo coletivo.

Não há como não ser político, há somente como ignorar os fatos.

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