Opinião

Bolsonaro não alega fraude

“Se ele próprio reconheceu que a eleição foi limpa, os protestos perderam sua razão de ser”, escreve Alex Solnik

Jair Bolsonaro, acompanhado de vários ministros, fala com a imprensa no Palácio da Alvorada
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Por Alex Solnik 

Foi um discurso tosco, mentiroso e desonesto. 

Ele quis dar a entender que foi ele o vencedor no dia 30. 

Reafirmou seu alinhamento ao integralismo, ao citar Deus, Pátria e Família mais uma vez. 

Alegou ter sido injustiçado pelo “sistema”, o que me lembrou o discurso de renúncia de Jânio Quadros, que a atribuiu a “forças terríveis”. 

Não desmobilizou os bloqueios, mas também não os incentivou. 

E o mais importante: não alegou fraude, como fez Donald Trump, em 2020, nem pediu recontagem de votos, como Aécio Neves, em 2014.  

Se ele próprio reconheceu que a eleição foi limpa, os protestos perderam sua razão de ser.

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Cortes 247

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