Caso Moro, uma vitória digital

Moro é culpado, sim, tanto no mundo analógico quanto no mundo digital. Mas é bom que se garanta um enter no excelente, extremamente profissional, material digital de The Intercept coordenado pelo jornalista Glenn Greenwald

(Foto: Marcelo Camagro - ABR)

Moro acreditava que tinha o mundo digital em suas mãos. Impressão dele... Acreditou na segurança absoluta do Telegram, mas dançou. Instantaneamente, as peripécias armadas com seus procuradores subiram às nuvens, ganharam espaço em corações e memes de todo o país. Claro, Moro tenta defender-se agarrando-se em tudo que é mouse (aliás, sua entrevista ontem garantiu ao “Programa do Ratinho” a pior audiência do ano), dando entrevistas e publicando posts que rapidamente transformam-se em e-lixo. Na real, Moro sabe que é culpado pelas barbaridades digitais, analógicas e legais que cometeu. 

A principal delas foi a de transformar a função de juiz em função de promotor. Destruiu o seu próprio cargo, a sua função, ao cometer injustiças. Criou condições para que Lula não tivesse espaço para se defender, protegeu o seu “amigo”, mais que isso, aliado Fernando Henrique Cardoso. Muito pior, aliás, agiu irregularmente para proteger e garantir um forte aliado na batalha política/eleitoral que estava online. 

Moro é culpado, sim, tanto no mundo analógico quanto no mundo digital. Mas é bom que se garanta um enter no excelente, extremamente profissional, material digital de The Intercept coordenado pelo jornalista Glenn Greenwald. É perfeito não apenas no trabalho de cerco ao banditismo político quanto ao output que foi estabelecido. Dígito a dígito. Arquivo a arquivo. E tudo leva a crer que nem Moro nem FHC serão o end.

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