Delenda Lula!

Colunista do 247 Alex Solnik compara os perfis do ex-presidente Lula e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) e diz que sendo Cunha quem é, o que fez, e o que faz, deveria ser a prioridade das investigações da operação Lava Jato, se o objetivo fosse moralizar a política; "Malgrado as notórias diferenças entre Eduardo Cunha e Lula – todos os canhões da grande mídia, da Polícia Federal e da Lava Jato e toda a fúria da população estão assestados contra Lula, enquanto aquele cujo currículo é exemplo de tudo o que um político não deve fazer, está sendo relegado a segundo plano, livre, leve e solto para continuar zombando da Justiça, dos seus colegas e de todos os brasileiros", observa



Temos, de um lado, uma pessoa que ocupa um dos cargos mais relevantes da República, a presidência da Câmara dos Deputados, com poderes para influir decisivamente na condução dos mais importantes assuntos nacionais e, que, por ser oposição ao governo se comporta de modo a impor-lhe derrotas que resultam em graves prejuízos presentes e futuros a todos os brasileiros, cargo que lhe abre a possibilidade, entre outras coisas, de virar presidente do Brasil em caso de impedimento da titular e do vice. Sua coleção de malfeitos em cargos públicos, com início no governo Collor, de quem foi um dos mais fiéis aliados é extensa e conhecida no mundo político, tanto é que Fernando Henrique Cardoso o impediu de participar de seu governo por esse motivo.

No ano passado todos os brasileiros puderam conhecer detalhes de sua vida pregressa, com a descoberta de contas secretas milionárias na Suíça, abastecidas por fontes de tal forma suspeitas que as autoridades daquele país as bloquearam por indícios de lavagem de dinheiro e cuja origem ele jamais esclareceu. Não bastasse isso, ele também foi flagrado usando o seu alto cargo para, por meio de "aliados" pressionar e chantagear empresas e, ao mesmo tempo, impedir a livre tramitação do processo de cassação aberto contra ele e desafiar a tudo e a todos, inclusive os ministros do Supremo Tribunal Federal.

De outro lado temos uma pessoa que foi presidente da República por oito anos, cujo governo, se não foi o melhor de toda a história, como entendem muitos, também não foi o pior, muito longe disso, e suas iniciativas em prol dos mais humildes, que resultaram em notável diminuição das desigualdades sociais são conhecidas em todo o mundo e algumas delas louvadas até por adversários políticos. Examinado sob lupa por autoridades do Poder Judiciário e da Polícia Federal, ele, hoje sem poder formal algum e, portanto, sem condições de provocar prejuízos à nação, jamais foi acusado de possuir contas secretas em qualquer paraíso fiscal abastecidas por dinheiro sujo. As acusações que lhe imputam resumem-se a um sítio de 500 mil reais que seria seu e a um apartamento de classe média, de valor aproximado que teria supostamente recebido de presente.

Malgrado as notórias diferenças entre o primeiro – Eduardo Cunha – e o segundo – Lula – todos os canhões da grande mídia, da Polícia Federal e da Lava Jato e toda a fúria da população estão assestados contra Lula, enquanto aquele cujo currículo é exemplo de tudo o que um político não deve fazer, está sendo relegado a segundo plano, livre, leve e solto para continuar zombando da Justiça, dos seus colegas e de todos os brasileiros.

Sendo ele quem é, o que faz, quem foi e o que fez ele deveria ser a prioridade das investigações se o objetivo fosse moralizar a política.

No entanto, a prioridade é outra: delenda Lula!

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