Faltou perguntar ao papa

"O crime mais grave é o das autoridades que assistiram à escalada da violência sem se preocupar em coibi-la e que nem ao menos se sentem responsáveis pela situação e atribuem os desmandos aos bandidos, como se o estado não fosse responsável pela integridade física dos detentos sob sua guarda", diz o colunista Alex Solnik; ele lembra ainda a frase do governador José Melo, que disse que dentre os 57 mortos da chacina "não tinha nenhum santo"

"O crime mais grave é o das autoridades que assistiram à escalada da violência sem se preocupar em coibi-la e que nem ao menos se sentem responsáveis pela situação e atribuem os desmandos aos bandidos, como se o estado não fosse responsável pela integridade física dos detentos sob sua guarda", diz o colunista Alex Solnik; ele lembra ainda a frase do governador José Melo, que disse que dentre os 57 mortos da chacina "não tinha nenhum santo"
"O crime mais grave é o das autoridades que assistiram à escalada da violência sem se preocupar em coibi-la e que nem ao menos se sentem responsáveis pela situação e atribuem os desmandos aos bandidos, como se o estado não fosse responsável pela integridade física dos detentos sob sua guarda", diz o colunista Alex Solnik; ele lembra ainda a frase do governador José Melo, que disse que dentre os 57 mortos da chacina "não tinha nenhum santo" (Foto: Alex Solnik)

Deu no jornal:

"Membro do PCC executa mais de 10 rivais da FDN" (12/4/2016)

"Acusado de esfaquear os dois irmãos é preso" (13/4/2016)

"Cabeleireiro é torturado e estrangulado" (14/4/2016)

"Suspeito de estupro reage à prisão e é morto por PMs" (15/4/2016)

"Universitário estupra a namorada, filma tudo e ameaça família" (16/4/2016)

"Vendedor assassinado por furar fila pela virgindade da mulher" (18/4/2016)

"Trio de adolescentes invade sítio, amarra vítimas e faz selfie" (19/4/2016)

"Porteiro reage a assalto e é morto a caminho do trabalho" (20/4/2016)

"Pastor se passa por policial para extorquir agiotas colombianos" (21/4/2016)

"Ex-detento é raptado e decapitado por bando" (22/4/2016)

"Amigos são mortos a facadas em ramal do Santa Etelvina" (23/4/2016)

"Estudante morto em disputa de pênaltis na Cidade Nova" (25/4/2016)

"Deficiente joga pedra em viatura e é morto pela PM" (26/4/2016)

"Homem assassinado em tiroteio no Nova Cidade" (27/4/2016)

"Mulher é degolada, colocada em saco e despejada no lixo" (28/4/2016)

"Servidor do estado é morto ao comemorar nascimento do filho " (29/4/2016)

"Bando aluga pistola 40 por 3 mil de policial" (30/4/2016)

"Cantora morta com 7 tiros no São Lázaro" (2/5/2016)

"Adolescente é acusado de estuprar menino em abrigo" (3/5/2016)

"Mãe e padrasto são suspeitos de agredir criança até a morte" (4/5/2016)

"Vigia é morto, roubado e tem carro incendiado" (5/5/2016)

"Armado com fuzis e bombas bando tenta roubar banco" (6/5/2016)

"Amigos são executados a tiros por dupla em emboscada" (7/5/2016)

"Bando executa homem com 14 tiros" (9/5/2016)

"Homem é torturado até a morte em ramal" (11/5/2016)

"Homem é acusado de estuprar a enteada e as filhas de 2 e 4 anos" (13/5/2016)

"Taxista é assassinado com quatro facadas" (16/5/2016)

"Pedreiro estupra enteada deficiente e bate em mulher" (17/5/2016)

Estas manchetes do diário local "Agora"– publicadas somente nos meses de abril e maio de 2016 - mostram que, em Manaus, os massacres não são de agora, são diários, são horripilantes, acontecem geralmente nas casas e nas ruas e às vezes dentro de um presídio, como agora.

Mas o crime mais grave é o das autoridades que assistiram à escalada da violência sem se preocupar em coibi-la e que nem ao menos se sentem responsáveis pela situação e atribuem os desmandos aos bandidos, como se o estado não fosse responsável pela integridade física dos detentos sob sua guarda. Segundo o governador, dentre os 57 mortos da chacina "não tinha nenhum santo".

Faltou perguntar ao papa.

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