Investir no Ensino Superior é importante para a Educação Básica

Os filhos das gerações que receberam investimentos no governo do PT poderão ter filhos que viverão em condições melhores que a infância que eles tiveram. Isso depende de muitos fatores, um deles, é deter o neoliberalismo, que voltou com o governo Bolsonaro

Atualmente, tem-se difundido a falsa ideia de oposição entre Ensino Superior e Educação Básica, como se a qualidade da segunda não dependesse da primeira. Isso decorre da observação simplista em dados de exames padronizados estabelecidos durante governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para atender exigências de organizações como o FMI e o Banco Mundial. Esses padrões verticais são autoritários como forma simplista de medir a qualidade do ensino porque não levam em conta que o processo de ensino-aprendizagem que se diferencia de acordo com as condições sociais do educando e com as suas peculiaridades regionais.

Já a esquerda, através do PT no governo federal, ao invés de simplesmente estabelecer metas para a Educação Básica, criou e valorizou o piso nacional do magistério. Ainda não é o suficiente em termos nacionais, mas olhando para estados mais pobres onde se pagava menos ainda, foi um grande avanço. A política educacional da direita visava satisfazer os índices de avaliação exigidos pelo FMI e o Banco Mundial, e fracassou, pois não deu estrutura mínima aos professores e aos educandos para atender esses índices. Zerar a repetência era o objetivo, e ganhar notas altas nos exames-padrão.

Porém, todo professor sabe que a nota do educando é resultado de um processo de ensino-aprendizagem que envolve as condições de aprendizagem e de vida do educando, além da boa formação dos professores. A pobreza interfere nesse processo, atrapalhando o desenvolvimento intelectual do educando. Uma criança que não tem boas condições de moradia e alimentação aprende com mais dificuldade do que uma criança que tem todas as condições básicas com folga. Ao melhorar as condições de moradia, ao investir no aumento do ingresso no Ensino Superior e em pós-graduação, o PT estava melhorando as condições de ensino-aprendizagem por duas vias: as condições sociais do educando e a qualificação dos professores.

Avaliações simplistas de um ponto de vista gerencial que só leva números em conta e ignora processos e estratificações sociais capitalistas agravadas pelo neoliberalismo geram a ideia de oposição entre investir em Ensino Superior e na Educação Básica. Pais que concluem o Ensino Médio e conseguem ingressar no Ensino Superior também influenciam na melhoria do aprendizado e na relação escola-comunidade, pois estão dentro de um processo que não lhes é estranho e podem participar mais ativamente da formação dos filhos. Com isso, podem ajudar os filhos com o conhecimento que possuem e o uso do vocabulário da língua culta.

Esses investimentos só constarão como bons resultados nos índices de avaliação padronizados verticais e autoritários com o passar de gerações. Os resultados desses exames de avaliação da Educação também foram influenciados pelo aumento do tempo de permanência de alunos pobres que antes os sistemas educacionais não estavam acostumados a manter nas escolas, pois seus pais tiveram que abandoná-las cedo para trabalhar em subempregos. Portanto, houve aumento da demanda de um público que teve acesso à educação de uma forma que seus pais não puderam ter.

A permanência desses alunos na escola para além da 4ª série é importante para uma educação mais democrática e para que eles possam alcançar profissões e carreiras às quais seus pais não tiveram acesso. Os filhos das gerações que receberam investimentos no governo do PT poderão ter filhos que viverão em condições melhores que a infância que eles tiveram. Isso depende de muitos fatores, um deles, é deter o neoliberalismo, que voltou com o governo Bolsonaro.

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