Marx, o Senado e querer é poder?

Marx vai defender Temer e as medidas trabalhistas e previdenciárias que o governo quer aprovar? Lula será candidato? Se não for, quem irá apoiar?

Karl Marx
Karl Marx (Foto: Voney Malta)

Entre o desejo e a realidade há um abismo. Portanto, querer é poder, mas não significa objetivo alcançado, principalmente quando o tema é política.

As velhas raposas aprenderam que esse tipo de jogo é de paciência extrema com ou sem mandato. Tantos já passaram por isso – casos de Ronaldo Lessa, Collor, Renan Calheiros e Biu de Lira, entre outros.

E todos eles sabem que o jogo que está sendo jogado atualmente é completamente diferente daquele das eleições anteriores.

Esperam desfechos, resultados e consequências policiais e jurídicas da Lava Jato e, principalmente, sua influência no humor do eleitor, que pode piorar ainda mais nos próximos dias e meses.

Entretanto, nada disso parece estar sendo pesado pelo deputado federal licenciado e ministro Marx Beltrão, do Turismo, que já se lançou candidato ao Senado.

Poderá trazer consigo, na disputa por uma das duas vagas, o fato de ter sido da base aliada de Dilma Rousseff que, para muitos, foi vítima de um golpe parlamentar praticado por bandidos para tomarem o poder.

O jovem ministro imediatamente mudou de lado e apoiou o chefe do golpe, Michel Temer, rejeitadíssimo pela população, de quem ganhou como presente pela troca de lado um ministério.

São vários os pontos escuros para 2018 e ainda sem qualquer resposta.

Marx vai defender Temer e as medidas trabalhistas e previdenciárias que o governo quer aprovar?

Lula será candidato? Se não for, quem irá apoiar?

Como vão se posicionar na eleição de 2018 Ronaldo Lessa, Heloísa Helena, Collor, Renan Calheiro, Biu de Lira e Teotonio Vilela, nomes com musculatura para disputar o Senado?

Qual será a visão do eleitorado sobre partidos como PMDB, PSDB e PT, por exemplo, em 2018, e qual será a situação dos políticos alagoanos investigados no âmbito da Lava Jato?

Além das questões acima, cresce a intenção no meio político, empresarial e dos grandes veículos de comunicação de trocar Temer pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia.

Ou seja, maior nebulosidade política do que a realidade atual é impossível.

Clareza só há sobre a economia: Uma desgraça que atinge milhares de brasileiros e decepciona tantos que acreditaram que com a troca de governo a situação iria melhorar.

Hoje é grande a descrença e o distanciamento entre o povo e a classe política.

Então, calma Marx, calma!

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