Os males do centralismo democrático

A despeito da fachada do interesse público, o que se percebe é o interesse pessoal em mandatos e cargos que prevalece nessas horas. Não há nada de socialista, democrático ou republicano por trás dessas escolhas

Modelo de urbanização em xeque na cidade do Recife
Modelo de urbanização em xeque na cidade do Recife (Foto: Divulgação)

Com a declaração  publicada ontem pelo Jornal do Comércio de que o ex-deputado do PSOL, Edilson Silva, apoiará  a candidatura do filho da viúva à Prefeitura do Recife , se o "seu" partido mandar, está  fechado o circulo fisiológico  e camaleônico da política de Pernambuco. 

Primeiro,  o partido de Humberto Costa e Dilson Peixoto  investe grosseiramente contra a possibilidade da pré-candidatura de Marília  Arraes (procedimento autofágico que vem se tornando  uma praxe  no partido) e agora, essa declaração  do antigo crítico das manobras  do PSB em nosso Estado.  

E tudo isso, é justificado em nome do combate ao fascismo e de maiores interesses (nacionais) que estariam  em jogo. Na verdade, essas medidas  só  revelam o quanto de  tão pouco ideológica  e coletivas têm  as decisões políticas entre nós. 

A despeito da fachada do interesse  público, o que se percebe é o interesse pessoal em mandatos e cargos que prevalece nessas horas. Não há nada de socialista, democrático  ou republicano por trás  dessas escolhas. 

O que há é  o cadamento do velho mandonismo pragmático dos partidos (cuja a taxa de institucionalização ainda é muito baixa) e o fisiologismo e personalismo de alguns. Interesse  público nenhum. 

E fica tudo como dantes no quartel de Abrantes.

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