Quem tem voz, tem que gritar por justiça

O reitor morreu de morte matada. Não duvidem. A morte matada sempre tem um agente, ou vários. As autoridades têm condições de saber quem foi o causador dessa tragédia humana

O reitor morreu de morte matada. Não duvidem. A morte matada sempre tem um agente, ou vários. As autoridades têm condições de saber quem foi o causador dessa tragédia humana
O reitor morreu de morte matada. Não duvidem. A morte matada sempre tem um agente, ou vários. As autoridades têm condições de saber quem foi o causador dessa tragédia humana (Foto: Edison Brito)

Luiz Carlos Cancellier de Olivo, reitor da UFSC.

Não sou amigo do professor Cancellier. Em comum apenas a cidadania. Só soube dele agora, após a tragédia. Mas como um cidadão que preza a justiça, o estado de direito, a coragem, a ética e a honradez me solidarizo com todos aqueles que agora vertem lágrimas sentidas de dor e de indignação pela perda de alguém que no seu desespero retirou o bem maior, a vida.

O reitor morreu de morte matada. Não duvidem. A morte matada sempre tem um agente, ou vários. As autoridades têm condições de saber quem foi o causador dessa tragédia humana. Seu irmão afirmou: “são vários os autores. Os principais sabemos nomes, sobrenomes, endereço e ocupações. mas além destes grandes canalhas, são cúmplices deste crime premeditado, os pequenos canalhas, os vermes rastejantes, que dentro da ufsc divulgaram mentiras, enxovalharam sua honra, violaram o que ele tinha como valor mais precioso, sua honestidade e a dedicação ímpar pela sua alma mater, a universidade em que se formou e galgou degrau a degrau até alcançar o posto máximo”.

A sociedade tem que clamar por justiça. É a segunda vítima direta dessa atrocidade, dessa aberração chamada de operação “Lava Jato”. Pois, juízes, procuradores e delegados a procura de celebridade utilizam os métodos feudais dessa malta, liderados pelo herói dos fascistas, Moro. Alçada a esta condição pela mídia golpista.

Quem utiliza esse método consagrado pela Globo é também um “lavajatense”. A juíza Janaina Cassol Machado é uma “lavajateira” em essência. Com tudo de pior que há neste submundo. Estão no mesmo balaio. A incomunicabilidade imposta ao Sr. Luiz Carlos não teve outra intenção do que humilhá-lo.

Primeira vítima foi D. Marisa, esposa de Lula, e agora o suicídio do professor. Fora outras pessoas que por não terem a visibilidade necessária se tornaram estatísticas nos casos de suicídios. Sem contar também as milhares que morreram moralmente.

E não pensem vocês que essa força-tarefa “lavajatense” sente algo pela perda de vidas. Eles não estão nem aí! Agem como reles foras da lei e nada acontece com a horda. Suas atitudes são claramente parciais. Invertem os valores da justiça. É a pessoa que tem que provar a inocência e não eles provarem a culpa. Perseguem insanamente o Lula. E são caras de pau. Não se envergonham de nada. Vomitam ódio, preconceito e ignorância. A vaidade e a canalhice falam mais alto.

Sérgio Moro cita a “Operação Mãos Limpa” italiana para justificar seu comportamento rasteiro. Esta operação, além do fracasso no combate a corrupção, resultou em 11 suicídios. Então na cabeça desse sujeito (me recuso a chamar alguém desse quilate de juiz), e de outros que estão desabrochando, ainda faltam 9 pessoas a se matarem. Esforço da parte dele e dos seus cúmplices não faltam. A tortura é norma em Curitiba. E se espalha rapidamente por outros estados. Só sai da cadeia ou tem a pena reduzida quem delata o que eles querem que seja delatado.

A Lava Jato vai acabar sem ter processado ou prendido sequer um tucano. O Aécio, várias vezes delatado, não foi nem ouvido. Não vem ao caso, disse certa vez o inquisidor.

Que essa morte não fique em vão. Que essa morte não seja comemorada pelos canalhas com “nomes, sobrenomes, endereço e ocupações”. Agora foi com ele, um dia pode ser com qualquer um de nós.

Quem tem voz, tem que gritar por justiça. O estado ditatorial está ganhando terreno.

“Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
E o mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)”.

Paciência, Lenine

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