Temer é reconhecido como ‘o Cara’ na ONU, o cara de pau

Entre um parágrafo e outro, tiques marcantes denunciaram o desconforto do presidente que onde vai simboliza ímpias falanges, face hostil. O Brasil que Temer representa não tem absolutamente nada a ver com o que ganhou destaque na ONU na última década

Entre um parágrafo e outro, tiques marcantes denunciaram o desconforto do presidente que onde vai simboliza ímpias falanges, face hostil. O Brasil que Temer representa não tem absolutamente nada a ver com o que ganhou destaque na ONU na última década
Entre um parágrafo e outro, tiques marcantes denunciaram o desconforto do presidente que onde vai simboliza ímpias falanges, face hostil. O Brasil que Temer representa não tem absolutamente nada a ver com o que ganhou destaque na ONU na última década (Foto: Luciana Oliveira)

O discurso de Michel Temer não convenceu o antipetista mais raivoso, nem o militante mais ignorante da direita, que dirá os participantes da 71ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

Entre um parágrafo e outro, tiques marcantes denunciaram o desconforto do presidente que onde vai simboliza ímpias falanges, face hostil. O Brasil que Temer representa não tem absolutamente nada a ver com o que ganhou destaque na ONU na última década.

A imagem do país se reduziu dramaticamente à miúda, desinteressante e embaraçosa imagem de Temer.

Quando iniciou seu discurso, os chefes de estado devem ter ser perguntado: a quem ele pensa que engana?

Temer exagerou no sofisma, disse entre outras mentiras que levou à ONU o compromisso com a democracia, que o processo de impeachment no Brasil é um exemplo ao mundo, que deseja que o direito sempre prevaleça à força e que o Brasil passa por um processo de depuração do seu sistema político.

Ele falou como em entrevista ao Fantástico, mas num ambiente plural e crítico como uma assembleia da ONU, não cola.
E não cola, porque há um ano a imprensa internacional e intelectuais dos mais renomados denunciam a ruptura democrática no Brasil por meio de um golpe parlamentar-midiático-judicial.

A resposta à falácia de que "A integração latino-americana é, para o Brasil, princípio constitucional e prioridade permanente de política externa", foi dada em forma de protesto.

Ao ser anunciado viu as delegações do Equador, da Venezuela, da Costa Rica e do Nicarágua se deixarem a plenária e os representantes da Bolívia e Cuba só entraram quando ele parou de falar.

O gesto foi desprezado pelo ministro das Relações Exteriores, José Serra, que calculou como zero o impacto, flagrante contraste à importância de integração latino-americana que Temer realçou em seu discurso.

O discurso não colou, o presidente não colou.

Ninguém viu contente a mãe gentil que tem sua economia na sexta queda consecutiva.

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