Toada de arrastão (I)

Decalque institucional do populismo de extrema direita norte-americano, Brasil está prestes a lançar a população ao genocídio aleatório

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O continente americano vive dias de ressonância populista norte-sul, de ciclo lacaio, em plena expansão mortífera do COVID-19. A sincronia institucional do Brasil com os Estados Unidos revela, de ambos os regimes presidencialistas, a sociopatia egocrata, insegura na carência periódica de berlinda multimediática, com efeitos nacionalistas danosos. O Brasil, com efeito, comparece, sempre, como o decalque tropical.

Eis a lógica dos fatos sob o prisma dos principais cadinhos de força. Há algum tempo, o republicanismo trumpista do Estado norte-americano antecipou toada pós-pandêmica, de "volta à produção". No dia 16/04, anunciou uma programação em fases. 

Sem demora, o messianismo neofascista do Palácio do Planalto, toscamente pré-ocidental, se assanhou no Distrito Federal: afagando negacionistas, convocou o Brasil a quebrar, de forma indiscriminada, a quarentena protetiva, cientificamente embasada. O bolsonarismo civil, policial, miliciano e militar sentou, claro, cabeça ao protofüher

Após algum tempo de resistência, eleitoralmente galvanizadora, o peessedebismo dorista do Palácio dos Bandeirantes também se convenceu da medida: abraçou a tese das fases no Estado de São Paulo. 

Lépido, o neoliberalismo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) até propôs um método, que circula na rede. 

São tendências corporativas de Estado que doravante arrastam ânimos desavisados. Do ultraconservadorismo produtivista ao modernismo hiperativo e voluntarioso, esses "ismos" convidam a todos(as) para o neo-Coliseu da contaminação letal. 

Com fleuma peculiar, a morte globalizadora, nesse contexto, veste mote protagonista: chama-se, no espetáculo, "nova" economia política. O preço do barril de petróleo desabou: o vírus acionou alarme entrópico à energia suja. Em reação, a morte globalista, no andar superior, arrota caviar a Dom Perignon. Olha a devastação internacional pela janela, taça de cristal à mão, e gargalha. Lá de baixo, ouve: “Ave, César! Quem morre vos saúda”. 

Com esnobe raiva da "ralé", a cobiça cínica do populismo bolsonarista vocifera irônica coincidência histórica: começou a rir dias antes do gesto civil-iluminista de libertação antimonárquico mais importante entre nós, comemorado em 21 de abril, 228 anos depois. A extrema direita, dependente, quer os trabalhadores brasileiros, sobretudo os pobres, lançados, com Tiradentes – patrono policial, lembre-se –, à forca dos pulmões, nas praças, ônibus e metrôs aglomerados, alimento de vírus. Asséptica, deseja também que a história a encontre lavando as mãos para o genocídio aleatório, pretensamente sem autoria.

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