Vai ou não ter golpe? O que fazer?

A massa está convencida que o golpe pode ser dado. O perigo que nos espera se for realizado é muito alto

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Uma coisa fundamental, que muitos se esquecem, é que política não se faz baseada em previsões, mas a partir de fatos. Entretanto, ninguém detém o controle de todas as informações necessárias para se estabelecer uma política (um guia para a ação prática). Nesse sentido, de uma lado tem-se que partir de alguns fatos indicativos concretos, utilizando-se como pano a experiência histórica, e de outro, partindo da pior hipótese estabelecer um caminho que evite a qualquer custo essa possibilidade.

Algo muito comum em outras ciências, como por exemplo, a medicina: partindo-se do pior diagnóstico se estabelece um tratamento, conforme a evolução, vai-se adequando novos diagnósticos mais favoráveis. Por que se tem claro que começar no sentido oposto, através de um tratamento baseado na melhor das hipóteses, e este for equivocado, pode ser muito tarde para evitar o pior.

Mas em política há algo complicador: como a sociedade é dividida entre interesses antagônicos, aquele que tem interesse em atacar os interesses de outros procura a todo custo ludibriar suas intenções, jogar uma cortina de fumaça, jogar com a atração e desvio da atenção do antagonista tal como um mágico que tem como finalidade enganar seu público de modo a evitar a resistência. E em política, há muito mais elementos possíveis de ser manipuláveis para se confundir o público do que qualquer mágico é capaz de ter em suas mangas ou cartolas.

Nesse sentido, quem parte da superfície aparente, do falatório geral, das milhares de informações rapidamente se perde em informações extremamente confusas, contraditórias. O contrário deve ser feito: partir-se do geral para analisar os fatos isolados.

A burguesia, como se sabe, é uma classe especializada em disfarçar-se. Uma classe extremamente hipócrita por natureza. Os políticos burgueses, a imprensa burguesa, são seus mestres de ofício.

Nesse sentido, muitos procuram a qualquer momento encontrar algum indício favorável à tese de que não haverá golpe. Procuram sempre uma exceção que negue a regra. Sendo que a exceção normalmente confirma a regra.

Na análise, o fundamental é a natureza de classe do sujeito analisado e não aquilo que ele diz. As revoluções proletárias na história do mundo não foram realizadas porque existia um acordo generalizado com a doutrina marxista, que em si é ateia, pois materialista. A revolução russa de 1917 é um exemplo. A grande maioria não era marxista, mas por se operária, sua natureza de classe a empurrou à luta de vida ou morte contra a burguesia.

A burguesia também segue a mesma lógica. E a lógica burguesa não é apenas ganhar, mas sempre ganhar mais, acumular mais, cada vez mais, esta é sua natureza.

Algumas pessoas de esquerda utilizam recorrentemente a ideia de que não existiria interesse da burguesia na derrubada de Dilma pois ela (a burguesia) tem ganho muito sob este governo. Os números mostram claramente isso. Mas ganhar 30% satisfaz a burguesia? A burguesia é saciável?

A burguesia é uma classe, mais do que todas as outras, que detém as melhores informações e em grande quantidade do quadro geral mundial. E este quadro geral aponta para um nova crise, ainda maior e mais profunda que a enorme crise de 2008. A burguesia é uma classe ativa, não espera a situação se desenrolar espontaneamente, mas interfere na situação de modo a favorecer os seus interesses materiais. Diante da crise que se desenvolve e entrará, possivelmente, numa etapa ainda mais convulsiva, o seu instinto, sua natureza a empurra para intensificar ainda mais sua acumulação normal. Algo parecido com qualquer ser humano ou animal, que diante a imprevisibilidade da alimentação do dia seguinte, come-se muito mais do que é necessário no momento que tem alimento disponível para poder se resguardar no futuro. Os momentos de hiperinflação empurram sempre as pessoas, desde que possível, a criar enormes estoques em suas casas.

Outro dado extremamente valioso é de que a burguesia é extremamente dividida. Sua natureza não apenas é de explorar e destruir o proletariado, mas também o burguês concorrente. Embora, diante do proletariado, a burguesia tenha ferramentas de coordenação muito desenvolvidas para unifica-la diante esse inimigo fundamental. Mas de modo algum, essa coordenação contra o proletariado consegue refrear o interesse de uma fração da burguesia em destruir outra, pois isto amplia n vezes sua capacidade de acumulação.

O surgimento dos monopólios em fins do século XIX levou essa guerra intra-burguesa a níveis de extrema violência. A luta entre países imperialistas pela divisão do mundo é uma história de terror e sangue. A dominação e subordinação imperialista contra burguesias nacionais de países atrasados é extremamente violenta. Para isso, utilizou-se de todas as artimanhas imagináveis. Guerras, golpes de estado, assassinatos, espionagem, venda de um produto muito abaixo do seu valor de custo para eliminar concorrentes, compras de intelectuais e artistas para promoverem determinada política ou ideologia, etc.

Além do problema econômico mencionado acima, muito importante e decisivo para a burguesia, há também o problema político. É uma lei inexorável da luta de classes que a crise econômica, seja de hiperinflação ou deflação e recessão, é o motor propulsionador do levante operário. A classe operária brasileira, e mundial, está prestes a entrar novamente em cena devido a essa crise atual. Nesse sentido, a burguesia necessita de governos muito mais duros contra a classe operária, que reprima brutalmente esse levante no próximo período para impor toda a política necessária. Os governos nacionalistas burgueses, de centro, com verniz de esquerda, de base social operária, camponesa, indígena, que existem em vários países, pela sua natureza de conciliação não tem a força necessária que a burguesia necessita para impor seus interesses. Nesse sentido é que se esclarece o crescimento vertiginoso de partidos e grupos de extrema-direita e abertamente fascistas em todo o globo. Estão preparando os pitbulls fascistas para avançarem quando necessário sobre as massas.

Esta é a política em geral do imperialismo, a sua natureza é de rapina, que numa situação de aguçamento da crise se acentua e não o contrário.

Vamos ao empírico, agora, no plano mundial; será que ele confirma ou nega essa lei geral? O imperialismo está pacífico ou agressivo? Nos últimos anos, aconteceu algum golpe de estado patrocinado pelo imperialismo? Não. Aconteceram vários. Tentativa de golpe na Venezuela em 2002 derrotada pela massa trabalhadora nas ruas. 2009, Honduras. 2010, Equador. 2012, Paraguai. 2013, Egito. 2014, Tailândia e Ucrânia. As formas de cada golpe variou desde golpes institucionais à golpes militares e abertamente fascista como na Ucrânia.

O Brasil é um alvo de interesse? De um ponto de vista político-militar ele é estratégico no terreno mundial e principalmente no âmbito continental. E do ponto de vista econômico? Só para citar alguns exemplos: Petrobras, Correios e SUS. Arrancar esse patrimônio do intermediário Estado brasileiro e transferi-lo diretamente ao domínio capitalista mundial somaria qual quantia? Alguns trilhões. Uma cifra pouco desprezável para qualquer capitalista, ainda mais em tempo de crise, não? Valeria a pena gastar alguns milhões comprando jornalistas, jornais e emissoras inteiras, intelectuais, formando intelectualmente uma juventude liberal que defenda a privatização de tudo, impulsionar alguns grupos nazistas para intimidarem e agredir militantes de esquerda, comprar juízes, policias federais, delatores, para desestabilizar e derrubar um governo? Gastar algumas centenas de milhões para lucrar alguns trilhões parece razoável, não?

Dados concretos:

1- a imprensa capitalista no Brasil está há um tempo cartelizada, ou seja, toda a grande imprensa não apresenta diferença substancial alguma e toda ela tem um alvo claro: o governo do PT. A sistematicidade de sua programa é visível. O discurso é a corrupção. A burguesia e o capitalismo sobrevivem sem corrupção, é possível o fim da corrupção no capitalismo? Não. Um discurso distracionista para enganar pessoas incautas e morais, utilizando com enorme frequência em muitos golpes durante toda a história.

2- Institutos como o Millennium, von Mises, com grande investimento capitalista, congregam dezenas de importantes jornalistas e intelectuais burgueses foram formados para coordenar ações nos diversos terrenos, seja universitário, seja editorial, etc.

3- A embaixada norte-americana no Brasil, atualmente está sob comando de Liliana Ayalde, que foi expulsa da Bolívia em 2005 quando fracassou um golpe contra Evo Morales, e era embaixadora no Paraguai em 2012 quando foi dado o golpe contra Lugo.

4- Organizações estudantis mundiais, tem recebido milhões para formação ideológica de jovens liberais que defendem a privatização de tudo (quem lucrará com isso? aqueles que estão pagando os milhões gastos nesses cursos de formação em castelos tal como os magnatas do petróleo Irmãos Koch - Petrobras? também alvo de escândalo de corrupção? - que são a ala mais radical da extrema-direita norte-americana no direitista Partido Republicano); a mais famosa delas no Brasil é a conhecida Estudantes pela Liberdade (EPL) que inclusive conseguiu se apoderar de diversos DCE's pelo país nos últimos anos (algo que historicamente sempre foi reduto da esquerda, pois representar o movimento estudantil de universidade pública defendendo a sua privatização é um paradoxo profundo). Este mesmo EPL criou uma fachada: o Movimento Brasil Livre (MBL). Porque juridicamente o EPL não poderia gastar o dinheiro investido-o em política. Este MBL, e outros como Vem para Rua (liderado por um membro de Wall Street e com ligações claras com o PSDB, de Serra que prometeu sabidamente privatizar a Petrobras caso fosse eleito, casual não?) e Revoltados on-line, tem um outro aliado forte, o mega especulador George Soros. Soros, reconheceu explicitamente que sua ONG esteve diretamente ligada, foi uma das articuladoras e financiadoras do golpe nazista na Ucrânia. E há algumas semanas declarou que esta mesma ONG instalará sede no Rio de Janeiro, coincidência?

5- Estes "movimentos apartidários" como se dizem e políticos e partidos abertamente direitistas como Bolsonaro (ícone dos neonazistas brasileiros), toda a quadrilha do PSDB (FHC, Aécio, Serra, Alckmin) realizaram duas grandes manifestações no início do ano onde se viu uma enorme profusão de palavras-de-ordem às vezes contraditórias, desde a defesa da volta da ditadura militar e impeachment, defesa da tortura, selfies de manifestantes com policiais (acostumados a dar outro tratamento bem menos caloroso a manifestantes, grevistas, etc.), "privatiza tudo" diziam alguns cartazes (é bom lembrar: quanto a burguesia ganharia com a privatização apenas da Petrobras, Correios e SUS?) e estão convocando novamente manifestações de ruas que levarão milhares de pessoas em todo país pedir a derrubada de Dilma. Passaram de milhares de pessoas que defendiam golpe militar, volta da monarquia e impeachment, para defenderem unidos o impeachment.

6- Grupos abertamente fascistas, como Carecas do Subúrbio, Integralismo, etc. estiveram em todas essas manifestações. Não por acaso, durante a manifestação coxinha no início do ano, uma sede do PT foi alvo de coquetel-molotov. Poucos dias depois, outra sede do PT foi alvo de coquetel-molotov. Sedes de sindicatos e de partidos como o PSOL foram alvos de pichações ameaçadoras (ao lado de uma suástica desenhada encontrava-se a seguinte frase "nós temos armas e vocês?"). Subsede da APEOESP de Mogi das Cruzes foi invadida por 15 fascistas que acabaram com uma reunião dos professores, que no momento realizavam uma nas maiores greves contra o governo do PSDB, e depredam toda a sede. Instituo Lula, alvo de bomba caseira. Dezenas de militantes de esquerda agredidos e ameaçados por integralistas. Haitianos são alvo de tiros de fogo em São Paulo e de linchamento no Rio Grande do Sul. Alguma coisa relacionada ou parecida com que Soros patrocinou na Ucrânia?

Fica a pergunta, existe algum interesse da burguesia num golpe de extrema-direita no Brasil?

Alguns, como dissemos no início, responderiam com vários outros indícios que negariam essa possibilidade.

1- Globo e Veja declararam ser contra o impeachment. Quem acredita na Globo?

2- Não existe fração da burguesia descontente com a política neoliberal de Dilma e seu ministro chicago boy Levy. FIESP, FIERJ declararam apoio à governabilidade. Mas existe fração burguesa interessada nos trilhões que poderiam se obtidos com um golpe? Irmãos Koch e Soros representam alguma fração burguesa? A burguesia diria abertamente: sim, queremos o golpe, pois queremos tudo o que ainda lhes restam? Ademais, a burguesia teria que estar num consenso em relação ao golpe para este ser deflagrado? Ou se trata de uma luta interna da burguesia?

3- Dilma está fazendo tudo o que o capital e a direita querem e fariam, dizem. Com certeza, muita coisa Dilma está seguindo a cartilha. Mas e o bolsa-família? PT é contra as privatizações? Em absoluto, não é, realizou algumas privatizações, mas também não é radicalmente privatizador. E a privatização da Petrobras? O PT com base operária conseguirá realizar esse programa liberal radical? O PT é um intermediário do capital imperialista, mas não seu representante legítimo, puro sangue. Este tem nome: PSDB, que nos anos que governaram mostraram do que são capazes: privatização da trilionária Vale do Rio Doce a preço de banana, privatização da telefonia, de bancos estaduais, etc etc etc.

4- O leitor, com certeza, terá ouvido muitas outras afirmações e argumentos da tese do "não vai ter golpe", pararemos por aqui na lista, pois não alterará a questão de fundo desenvolvida a seguir.

O segredo de todo golpe é a surpresa. Até mesmo os revolucionários da esquerda sabem disso. Alguns membros do comitê central bolchevique em 1917, com medo da insurreição que estava sendo preparada, foram à imprensa burguesa e denunciaram o plano para que este fosse evitado.Trótski, um dia antes do golpe, então fora perguntado pelos jornalistas sobre o tal golpe. O que fez Trótski? Negou. Estava errado? Foi desonesto? Sim, a política é o reino da desonestidade, principalmente quando necessária para se obter o objetivo. Alguns ficarão escandalizados. Mas política e moral não se misturam, como nos ensinou Maquiavel, que defendia a política como uma ciência que elaborava uma relação objetiva entre meios e fins. Interessa a quem a ideia de quem não terá golpe? Principalmente, aos golpistas. Eles existem? Os fatos são nítidos, eles estão em toda parte. Vão dar o golpe? Não se sabe. Mas adianta alguma coisa saber disso antes? Tem como sabermos exatamente o que planejam com todo esse histórico de falsificações da burguesia? Ninguém pode afirmar nem que terá o golpe, nem que não terá o golpe. Responder isso é brincar de mago, astrólogo, coisa do gênero. Nessa situação indefinida, mas com indícios muito claros tanto de que haverá o golpe como alguns outros que desmentem essa assertiva, o que fazer? Qual a política deve ser seguida? Qual o tratamento a ser preterido?

Vejamos as duas possibilidades:

a) "Não vai ter golpe" - ela mobiliza pessoas para evitar o golpe? pessoas convencidas de que não irá ter golpe irão ao dia 20/8? irão mobilizar todas suas forças para lutar contra o golpe? Provavelmente, com enormes índices probabilísticos, a resposta será: não. Pois é uma opção tranquilizadora não? O combate se faz diante do perigo e não diante a tranquilidade, correto? A coisa está ruim, pode piorar, mas nada de brusco acontecerá. Temos que continuar nossa luta cotidiana por salários, por melhores condições de trabalho, de saúde, de educação, lutar pela revolução, mas tudo nos marcos já conhecidos. Se estiver correta a tese, maravilha, seguimos em frente. Mas e se tiver errada? Imaginemos um cenário possível. Se há interesses reais e fortes para a realização do golpe, diante uma fraca mobilização de resistência contra o golpe no dia 20/8 os interessados se sentirão mais confiantes e convictos do sucesso da campanha e deflagrarão o golpe. Frações da burguesia que até então eram contra o golpe, confusas, indecisas em grande parte por medo da convulsão social que pode-se abrir diante um golpe, serão convencidos pela não participação massiva da esquerda no dia 20/8 que o golpe pode ser executado com sucesso. Alguns percalços serão encontrados no meio do caminho, mas nada que não valha o risco, afinal é muito dinheiro que pode ser conquistado. O golpe é executado, a extrema-direita está no poder. Tudo continua como dantes? Ou será necessário prender Lula e criminalizar o PT para impedir que este volte a concorrer em novas eleições? Se derem o golpe, não será para deixar o PT com Lula concorrer em 2018 normalmente, não? PT tem uma base social operária e sem-terra gigantesca. Criminalizar o PT será criminalizar milhares de sindicalistas e líderes do campo. Haverá reação, mesmo que demonstrem por a+b que PT é o demônio encarnado na terra? Provavelmente sim, pois este mesmo governo que estará criminalizando o PT aprofundará exponencialmente o ajuste fiscal iniciado por Dilma. Crise econômica mais profunda, etc. Inimigo de inimigo meu é meu amigo. Grandes chances de haver levantes populares contra isso. Nessa semana já aprovaram o instrumento jurídico para reprimir de modo generalizado, a lei antiterrorismo. Massas serão criminalizadas. PT criminalizado como maior corrupto existente na história política mundial. Extrema-esquerda revolucionária ficará intacta? O gigante PT derrotado, a extrema-direita no poder, permitirá ps pequeninos PCO, PCB, PSTU, PSOL continuar sua propaganda e organização tranquilamente? Quais as chances disso acontecer? É um cenário possível, não afirmamos em nenhum momento que é o único, mas vale a pena correr o risco? Por menor que seja a probabilidade, vale a pena esperar para crer? Não se trata de um jogo de pôquer ou de qualquer outra brincadeira, mas das nossas vidas. Alguém está disposto a estar equivocado?

b) "vai ter golpe": a massa está convencida que o golpe pode ser dado. O perigo que nos espera se for realizado é muito alto. Esses coxinhas defendem abertamente a tortura, a PM está mais do que acostumada a pratica-la, imaginemos se for legalizada. O governo do PT está ruim, mas conhecemos seus métodos, estamos com relativa liberdade de expressão e organização para impor alguma resistência. Com o golpe, nada se sabe do que é possível. E o histórico dessa extrema-direita brasileira não é muito boa. Vamos colocar toda nossa força nos dia 20/8 e nos próximos atos. Vamos convocar todos nossos amigos, nossos camaradas, nossos adversários, nossos colegas de trabalho e de estudo, nossa família, vamos levar até nosso papagaio (já treinado previamente) para gritar juntos no dia 20/8: "golpistas, fascistas, não passarão!". Se estivermos corretos de que há um golpe sendo planejado? Qual a reação possível? A fração burguesa golpista não se perguntará umas duas ou três vezes a mais antes de desferir o golpe? O perigo de uma guerra civil não custará muito? Vale a pena correr esse risco? Vemos que o jogo se inverte. A batata-quente estará na mão da burguesia e não nas nossas. E se estivermos, errados? Não tem golpe nenhum? Fomos às ruas com uma massa pouco vista no último período e levamos nossas reivindicações: "estatização da Petrobras", "reforma agrária", "redução da jornada de trabalho", "fim da PM", etc. Uma ótima oportunidade de colocar o governo Dilma sob pressão da esquerda (o que atualmente é prática quase exclusiva da extrema-direita e suas pautas) e de lambuja daremos um recado em alto e bom som a esses fascistas que estão bem à vontade com a atual situação. Vale o risco errar indo ao dia 20/8 lutar contra o golpe?

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