Vale um calote?

Poema de Cristine Nobre Leite denuncia a PEC do calote nos Precatórios

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(Foto: Roque de Sá/Agência Senado)


Cipó de Aroeira

Vale um calote?

Por Cristine Nobre Leite

E vai vencendo o dinheiro
Com seu poder surreal
O interesse pessoal
É sempre o que vem primeiro
Deixando pra derradeiro
Todo um bem coletivo
Meu verso vai incisivo
Na PEC do precatório
Calote peremptório,
Terminante, decisivo

Pra quatrocentos reais
Desse Auxílio Brasil
Deputado vai servil
Catando ganho a mais
Contabilizam metais
Desses que ninguém lhes tira
Num som mágico de Lira
Cantos lindos de sereias
Cifrões correndo em veias
Ouro reluzente em mira

Bolsa família caindo
Outro auxílio no lugar
Mas é bom analisar
O que eles estão conseguindo
O gosto do tamarindo
Cada dia é mais azedo
Desacreditei foi cedo
Nessa proposta fajuta
Neles já não dou escuta
Da história sei do enredo

Sai Política de Estado
Entrando a de governo
Uma aposta no inferno
Pobre mais desamparado
Algo perene acabado
Por coisa de ocasião
Visando uma eleição
De vinte e dois como certa
Deixo aqui o meu alerta
A minha indignação

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