Após Manaus, cidades do Pará também entram em colapso por falta de oxigênio

“A médica está revezando o oxigênio como o Sepap, um aparelho ligado a uma máquina que garante o ar apenas por duas horas. É uma escolha muito, muito difícil”, disse o prefeito de Faro, no Oeste do Pará, Paulo Carvalho. Ao menos sete municípios da região estariam enfrentando uma situação semelhante

(Foto: Reprodução)
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247 - Após a rede pública de saúde de Manaus (AM) entrar em colapso por falta de oxigênio hospitalar para pacientes internados com Covid-19, o município paraense de Faro, localizado a 900 quilômetros de Belém, também enfrenta uma situação semelhante. Segundo reportagem do jornal O Globo, o município está recorrendo a cidades vizinhas para poder atender os pacientes. Além de Faro, ao menos outros seis municípios do estado estariam também estariam em dificuldades.   

A situação mais preocupante está localizada no distrito de Maracanã, onde de acordo com a prefeitura de Faro, onde  40 pacientes estão internados com saturação abaixo de 80. Segundo a reportagem faltam leitos e o tubo de oxigênio vem sendo alvo de uma espécie de revezamento. 

“Estamos pedindo emprestado oxigênio de municípios como Terra Santa. Não há verba nem oferta, mas estamos pedindo essa cooperação. A médica está revezando o oxigênio como o Sepap, um aparelho ligado a uma máquina que garante o ar apenas por duas horas. É uma escolha muito, muito difícil”, disse o prefeito Paulo Carvalho (PSD).  

Para tentar atender a demanda, foi criada uma rede de apoio – batizada de Todos por Faro. Relatos dos integrantes dão conta de pacientes internados em estado grave sentados ou deitados em cadeiras. Também não há logística  para a transferência dos doentes ou para a entrega aérea do oxigênio.

Na sexta-feira, o Ministério Público Federal enviou ofício aos municípios do Oeste do Pará questionando os níveis dos estoques de oxigênio na região. 

 

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