Decreto sobre nomeações preocupa comunidade acadêmica

O decreto de Bolsonaro que estabelece uma nova forma de nomeação para reitores das universidades federais deixou a comunidade acadêmica perplexa; professores, funcionários e alunos veem no texto a possibilidade de o governo interferir diretamente nas nomeações de cargos para segundo, terceiro e quarto escalões das instituições

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247 - O decreto de Bolsonaro que estabelece uma nova forma de nomeação para reitores das universidades federais deixou a comunidade acadêmica perplexa. Professores, funcionários e alunos veem no texto a possibilidade de o governo interferir diretamente nas nomeações de cargos para segundo, terceiro e quarto escalões das instituições.

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que "o texto foi publicado na edição de quarta do Diário Oficial da União, mas só entrará em vigor no próximo dia 25 de junho. Entre as alterações feitas pelo decreto estão a transferência da avaliação de escolha de "dirigente máximo de instituição federal de ensino superior", ou seja, de reitores das federais, da Casa Civil para a Secretaria de Governo."

A matéria ainda acrescenta: "atualmente, as indicações apenas dos reitores das federais são encaminhadas pelas instituições ao MEC (Ministério da Educação) e depois para a Casa Civil, que dá a validação final para o nome do escolhido. Na visão de dirigentes universitários ouvidos pela Folha, o novo texto pode submeter ao crivo do governo também as escolhas da equipe de confiança dentro das universidades, como pró-reitores e diretores de faculdades ou centros de ensino. O texto também fala da dispensa dos profissionais desses cargos."

 

 

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