Eleição de Bolsonaro é a chegada do inverno à democracia, diz Tereza Cruvinel

A jornalista Tereza Cruvinel alerta que embora Jair Bolsonaro tenha sido sido eleito pela "regra de ouro da democracia", "ninguém se iluda, um tempo de sombras chegou: Se, como candidato, ele disse coisas tão terríveis, que poderiam lhe tirar votos, por que deixará de praticá-las no poder?"; para ela, "o governo em si é uma incógnita, pois o cheque foi assinado em branco, mas haverá perseguição, revanchismo e repressão, pois haverá também resistência"

Eleição de Bolsonaro é a chegada do inverno à democracia, diz Tereza Cruvinel
Eleição de Bolsonaro é a chegada do inverno à democracia, diz Tereza Cruvinel

247 - "Jair Bolsonaro foi eleito, cumpra-se a vontade da maioria, regra de ouro da democracia, apesar dos vícios do processo, do uso de armas novas e letais que vêm corroendo a democracia mundo afora. Mas ninguém se iluda, um tempo de sombras chegou: Se, como candidato, ele disse coisas tão terríveis, que poderiam lhe tirar votos, por que deixará de praticá-las no poder?", diz a jornalista Tereza Cruvinel em sua coluna no Jornal do Brasil. 

Para ela, "o governo em si é uma incógnita, pois o cheque foi assinado em branco, mas haverá perseguição, revanchismo e repressão, pois haverá também resistência. Exílios e prisões, como ele prometeu. Bolsonaro venceu, sem enganar ninguém sobre seu desapreço pela democracia e sobre a radicalização neoliberal que seu governo trará. Não escondeu sua boçalidade e seu desprezo pelos valores humanistas", destaca.

"Fernando Haddad perdeu ganhando, saiu maior do que entrou. Tem pela frente o enorme desafio de liderar o PT no enfrentamento do antipetismo, que se revelou uma doença social. Não tinha mesmo porque cumprimentar quem ameaçou prendê-lo", destaca. 

Leia a íntegra da coluna no Jornal do Brasil. 

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