Em reunião ministerial, Bolsonaro volta a dizer que não vai aceitar o resultado da eleição

Bolsonaro afirmou que só aceitará os resultados da eleição se as sugestões das Forças Armadas ao TSE sobre as urnas eletrônicas forem acatadas

www.brasil247.com - Bolsonaro, fachada do STF e urna eletrônica
Bolsonaro, fachada do STF e urna eletrônica (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino | STF | TRE)


247 - Em tom exasperado na reunião ministerial realizada nesta terça-feira (5), Jair Bolsonaro voltou a atacar a urna eletrônica e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).  

"Ao contrário do que esperava a equipe da campanha de Jair Bolsonaro, foram as urnas eletrônicas – e não as realizações do governo – o principal assunto da reunião ministerial ocorrida na manhã desta terça-feira (5) no Palácio do Planalto", informa o jornal O Globo.

Jair Bolsonaro falou sobre suas desconfianças a respeito das urnas eletrônicas e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) logo no início da reunião. Durante sua intervenção, o ocupante do Palácio do Planalto passou boa parte do tempo se queixando do TSE e dos ministros do Supremo. Segundo os relatos de participantes, o tema tomou quase metade do tempo das discussões.  

Além de 22 ministros, estavam presentes também os comandantes do Exército e da Aeronáutica –  e um representante da Marinha.

"Numa fala longa, em tom de exasperação, Bolsonaro disse que 'não entende' por que o TSE não aceita as sugestões das Forças Armadas sobre a segurança das urnas eletrônicas e afirmou que, se as eleições não "forem limpas", ele não participará do pleito", destaca a jornalista. 

Na queixa sobre o TSE, Bolsonaro disse que a corte eleitoral não aceita "nem perguntas" sobre as urnas. 

"Ao mesmo tempo em que repetia que pretende jogar dentro das 'quatro linhas da Constituição', Bolsonaro afirmou que só vai aceitar os resultados da eleição se as sugestões das Forças Armadas ao TSE sobre segurança das urnas foram acatadas. 

Bolsonaro ainda se queixou do atual presidente do Supremo, Luiz Fux, que em 2018 teria assumido um compromisso de fazer pelo menos 5% dos votos da eleição de 2022 “impressos e auditáveis”. 

Em seguida, o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio de Oliveira, reforçou o discurso de Bolsonaro. Disse que o TSE até hoje não atendeu seu pedido para uma reunião específica dos militares com a corte.   Reclamou ainda que está à disposição do tribunal, mas que "falta reciprocidade". 

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

O conhecimento liberta. Quero ser membro. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Apoie o 247

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

Cortes 247