Índios: mais mortes nos governos do PT do que nos do PSDB

Conselho Indigenista Missionário apura que nos últimos dez anos foram mortos por assassinato 56 índios, em média, a cada ano, numa elevação de 168% sobre a média verificada nos oito anos dos tucanos no poder federal; comparação é incômoda para as adninistrações Dilma e Lula e benéfica para FHC

Índios: mais mortes nos governos do PT do que nos do PSDB
Índios: mais mortes nos governos do PT do que nos do PSDB

247 – Um número bastante incômodo para o governo acaba de ser divulgado. Com uma média de 56 assassinatos de índios a cada ano, nos últimos dez anos, subiu em 168% a média desse tipo de crime sobre a registrada nos oito anos de gestão de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB. Os dados foram compilados pelo Cimi (Conselho Indigenista Missionário) e publicados com destaque pelo jornal O Globo. Nos dois primeiros anos do governo Dilma, 108 índios foram assassinados. Foram 51 mortes em 2011 e 57, em 2012. No governo FHC, a média foi de 20,9 assassinatos de índios por ano. Segundo o Cimi, 167 índios foram mortos de 1995 a 2002. O número subiu para 452 no governo Lula (2003-2010), um crescimento de 170,7%.

Em Sidrolândia, onde na semana passada um índio terena foi morto em conflito com a Polícia Federal, 110 homens da Força Nacional de Segurança chegaram na manhã desta sexta-feira 7. Eles devem ficar na região por 180 dias, à fim de monitorar movimentos indígenas.

"Não estamos aqui para fazer reintegração, e sim para pacificar", disse o comandante Luiz Alves, durante reunião com lideranças indígenas, Funai, Polícia Federal e o Ministério Público Federal.

Os militares, segundo o comandante Alves, vão centrar a atenção nas zonas de conflito. Na região, quatro fazendas foram ocupadas por índios: Cambará, Santo Antônio, Lindóia e Buriti. A Força vai fazer rondas em frente as fazendas, nas aldeias e ainda nas estradas vicinais. A distância da cidade de Sidrolândia até a entrada das fazendas e aldeias é de 24 km.

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