Janones e Eduardo Moreira lançam a "Carta do Povo" em defesa da democracia

Desta vez será o "povão" quem definirá as balizas de defesa da democracia. Entenda como participar

André Janones
André Janones (Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados)


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247 - O deputado federal André Janones (Avante-MG), o mais novo aliado do ex-presidente Lula (PT) e que tem se tornado referência na campanha do petista no uso das redes sociais, em parceria com o economista Eduardo Moreira, lançou nesta segunda-feira (15), com o apoio do ICL (Instituto Conhecimento Liberta), a "Carta do Povo".

Ele explicou que apesar de a "Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito!", que reuniu mais de um milhão de assinaturas e foi lida na última semana na USP, ser de extrema importância para a defesa da democracia, ela não é, de fato, uma carta do "povão".

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A "Carta do Povo", diz o parlamentar, não é uma resposta ou "crítica ao que foi realizado no 11 de agosto na USP". "A gente precisa incluir a defesa da democracia e, vamos falar no popular, a defesa do povão, do arroz com o feijão na mesa. A gente tem que impedir a 'ruptura institucional' e também impedir que ferrem com o pobre que não está dando conta de comprar comida no supermercado. São as duas linguagens. A gente vê a 'Carta ao Povo Brasileiro', o Lula em uma época fez uma 'Carta aos Brasileiros', aí no 7 de setembro o Bolsonaro fez uma 'Carta aos Brasileiros', e cadê a carta do povo para nós? Que dia que nós, classe política, imprensa, os ditos formadores de opinião, vamos ouvir essas pessoas? Eles também têm que falar, na simplicidade deles, por viverem em um país onde não lhes foi oportunizado conhecer grandes autores e intelectuais, mas eles também têm os desejos deles, os sonhos deles. Será que esse pessoal realmente está indignado porque o Bolsonaro falou que a Terra é quadrada, que máscara não salva e que não deve se vacinar ou será que eles estão mais preocupados com o preço do arroz, do feijão, do salário mínimo e saber se o auxílio continua ou não? Vamos ouvir essas pessoas também, para a gente ter democracia de fato no nosso país".

"Agora somos nós que vamos descer do palco e vamos ficar lá embaixo. E vamos pegar quem normalmente está no público, a plateia, e vamos colocá-la em cima do palco. Vamos sentar no lugar dela e vamos falar: 'vamos lá, agora é hora da gente ouvir vocês. O que vocês têm para nós?'", complementou.

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Como participar?

As contribuições para a formulação da carta se darão de duas maneiras, pelo site ou por WhatsApp.

No site, o cidadão deverá declarar seu nome, cidade e estado onde mora, sua atividade profissional e, finalmente, descrever o que é democracia em sua opinião.

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Pelo WhastApp o procedimento é o mesmo, mas é possível também, além da mensagem de texto, enviar um vídeo - na horizontal - de aproximadamente 10 segundos novamente informando nome, cidade, estado, profissão e, em seguida, o que é democracia. As mensagens e vídeos devem ser enviados para o número (11) 93224-1947. Os vídeos serão utilizados para a montagem de uma peça de divulgação da carta.

Após a finalização da formulação da carta, será iniciada a etapa de recolhimento de assinaturas.

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