Lula no JN: Lava Jato enveredou pela política e objetivo era me condenar

O ex-presidente Lula (PT), ao vivo no Jornal Nacional, ainda destacou que os governos petistas foram os que mais criaram mecanismos contra a corrupção

(Foto: Reprodução / TV Globo)


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247 - Em entrevista ao Jornal Nacional, principal programa da TV Globo, nesta quinta-feira, 25, o ex-presidente Lula (PT) denunciou a perseguição que sofreu pela Lava Jato ao longo do processo do golpe de Estado no Brasil.

O apresentador William Bonner, que participou ativamente da campanha de calúnias contra o ex-presidente, no início da entrevista, foi obrigado a falar que Lula foi absolvido pela Justiça.

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“A Lava Jato enveredou por um caminho político”, disse Lula, denunciando a perseguição. “O objetivo era condenar o Lula”, destacou.

"A Lava Jato ultrapassou o limite da investigação e entrou na política. Quando entramos com Habeas Corpus foi bem antes do hacker (Walter Delgatti). Qualquer hipótese alguém cometer crime essa pessoa será julgada”, afirmou, mencionando a Vaza Jato, que revelou os crimes da Lava Jato e permitiu a sua absolvição.

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“No Brasil temos um problema sério: as pessoas são condenadas pelas manchetes de jornais. Vamos olhar os prejuízos: por conta da lava jato tivemos 4,4 milhões de desempregados neste País”, continuou.

“No Brasil se quebrou a indústria de engenharia. Se eu ganhar, vamos fazer um grande plano de investimento de infraestrutura, vou fazer reunião com governadores. O País vai voltar a andar”, argumentou.

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Mecanismos contra a corrupção

Ele ainda citou diversos mecanismos criados pelos governos petistas para combater a corrupção. “A corrupção só aparece quando se permite que ela seja investigada”, destacou.

“Durante 5 anos eu fui massacrado e estou tendo hoje a primeira oportunidade de falar disso ao vivo com o povo brasileiro. A corrupção só aparece quando você permite que ela seja investigada. No meu governo a gente criou o Portal da Transparência, Lei de Acesso à Informação, contra o crime organizado, lavagem de dinheiro, a CGU entrou no combate a corrupção, colocamos o Cade para combater os cartéis. O Ministério Público era independente”, afirmou.

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“Vamos continuar criando mecanismos para investigar qualquer delito que ocorrer na máquina pública”, disse. 

"Eu poderia ter escolhido um promotor engavetador. Mas escolhi da lista tríplice. Poderia ter escolhido um delegado da polícia federal que eu pudesse controlar. Não fiz. Poderia ter feito decreto de 100 anos, que está na moda hoje", afirmou, criticando Jair Bolsonaro (PL) por imposição de sigilos e segurança jurídica para filhos e aliados.

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“Eu respeito o Ministério Público. Se eu pudesse contar os vários depoimentos de delegados. O Estado tem de ter instituições fortes. Não quero procurador leal a mim, tem que ser leal ao povo, à instituição. Não quero amigo, quero pessoas responsáveis, competentes, republicanas”, destacou.

“Bolsonaro troca qualquer diretor a hora que ele quer. Eu não fiz isso e não vou fazer”

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