Maioria dos brasileiros teme violência política e 90% rechaça golpe, diz pesquisa

Pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que 67,5% dos brasileiros, seis em cada dez, têm medo de ser agredidos por escolha política ou partidária

Lula, Bolsonaro e urna eletrônica
Lula, Bolsonaro e urna eletrônica (Foto: Ricardo Stuckert | Clauber Cleber Caetano/PR | REUTERS/Amanda Perobelli | Agência Brasil)


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247 - Pesquisa realizada pelo Datafolha a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS) aponta que 67,5% da população diz temer sofrer agressões físicas em função de escolhas políticas ou partidárias.

Ainda conforme o estudo, divulgado nesta quinta-feira (15), 3,2% dos entrevistados afirmaram ter sido alvo de ameaças por razões políticas em julho. A pesquisa, "Violência e Democracia: panorama brasileiro pré-eleições de 2022", foi feita por amostragem e ouviu 2,1 mil pessoas entre os dias 3 e 13 de agosto.

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A pesquisa também constatou que 90% dos brasileiros concordam que o candidato que vencer as eleições e for reconhecido pela Justiça Eleitoral deve tomar posse em 1º de janeiro. Para 89,3%, a democracia é essencial para que a população escolha seus líderes e representantes em eleições livres e transparentes.

“Percebemos que o medo da violência política está bastante espalhado entre as diversas camadas da população. Há uma preocupação real do quanto esse acirramento pode afetar a integridade física das pessoas" disse David Marques, coordenador de projetos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, à BBC Brasil

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Marques observa, ainda, que o apoio a medidas autoritárias, como o desrespeito à lei para punir criminosos, é maior entre as pessoas que têm mais medo da violência como um todo. 

“No entanto, de maneira geral, o índice de propensão ao apoio a posições autoritárias caiu: foi de 8,1 em 2017 para 7,29 em 2022 (em uma escala de 0 a 10), perdendo força principalmente entre os jovens de 16 a 24 anos. Hoje, a maioria dos entrevistados (66,4%) afirma que a segurança não vai melhorar com o armamento da população”, destaca a reportagem.

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