Moro diz que prepara plano para reconstruir o Brasil – que ele próprio ajudou a destruir

"Quero apresentar um projeto para a reconstrução do país", disse Moro, condenado como juiz parcial pelo STF, sobre disputar as eleições do ano que vem

(Foto: Lula Marques/Fotos Públicas)


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Sputnik Brasil - Uma vez "unha e carne" de Bolsonaro, após deixar o cargo de ministro da Justiça, Sergio Moro começa a preparar terreno para sua candidatura nas eleições de 2022 fazendo críticas sobre as últimas decisões tomadas pelo governo no setor da economia.

De acordo com a revista Veja, o ex-ministro da Justiça e uma das figuras emblemáticas da Operação Lava Jato, o juiz Sergio Moro, está mesmo empenhado para concorrer à presidência da República.

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Segundo a mídia, Moro comunicou sua candidatura aos líderes do Partido Podemos, está montando equipe, tem o esboço do slogan que pretende adotar na campanha, rascunha propostas de governo, autorizou conversas sobre alianças, reúne-se com empresários e economistas e escolheu até quem será seu principal adversário no primeiro turno: o presidente Jair Bolsonaro.

"Quero apresentar um projeto para a reconstrução do país", disse o ex-juiz ao comentar a decisão de disputar as eleições do ano que vem.

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Sobre seu principal adversário, de quem anteriormente já foi bastante amigo, Moro vem, recentemente, postando conteúdos criticando ações do governo federal, principalmente ligadas à economia.

Em sua coluna hoje (5) na revista Crusoé, Moro faz uma série de observações sobre o tema e diz que a proposta da pasta de Paulo Guedes de romper o teto de gastos sairá caro, principalmente para os mais pobres.

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"Na última quarta-feira [3] foi rompido explicitamente o teto de gastos pelo governo com a concordância expressa da área econômica, a pretexto de garantir recursos para expandir o Bolsa Família ou o Auxílio Brasil. Ampliar programas de transferência de renda, considerando o cenário econômico, é positivo, mas isso poderia ser feito sem arrebentar o teto de gastos. O país, sobretudo os mais pobres, pagarão um preço caro pelo populismo do governo federal […]", diz um trecho da coluna.

Moro ainda afirma que "sepultada a Lava Jato pelo atual governo, a próxima vítima parece ser o Plano Real. Estamos brincando na beira do abismo da deterioração institucional e econômica".

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Ainda não se tem a certeza da recepção por parte da população à candidatura de Sergio Moro. O magistrado é muito conhecido pela classe média, apoiadores de Bolsonaro e defensores da direita, mas não tem grande representatividade diante da grande "massa".

Talvez, a declaração do vice-presidente, Hamilton Mourão, feita ontem (4), vá de encontro ao que Moro precisa cativar para ter notoriedade em 2022: "Vejo Moro como um nome forte […] agora, tem que empolgar a massa. Hoje, quem empolga as massas são Lula e Bolsonaro".

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