Parlamentares controlam mais da metade dos investimentos do Orçamento

Emendas parlamentares responderam por 53% dos R$ 50 bilhões de investimentos do governo federal em 2021

(Foto: ABr)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

247 - As emendas parlamentares consumiram 53% do total de R$ 50 bilhões de investimentos do governo federal ao longo de 2021, aponta um levantamento feito pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo. A execução das emendas, que em 2015 registrou empenhos da ordem R$ 3,3 bilhões, chegou a R$ 26,5 bilhões neste exercício. Para 2022, o Orçamento, aprovado na semana passada pelo Congresso Nacional, reservou R$ 21,1 bilhões, dos R$ 44 bilhões previstos para investimentos, para as emendas propostas pelos parlamentares. 

Somente as chamadas emendas de relator, que integram o chamado orçamento secreto do governo Jair Bolsonaro e que vem sendo usado para cooptar parlamentares, somarão R$ 16,5 bilhões no próximo ano. “O próximo presidente vai experimentar um primeiro ano infernal em sua relação com o Congresso. Será uma batalha de vida ou morte para saber quem vai controlar a execução do orçamento”, disse o líder da oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB).  “Isso não é republicano, legal ou moral. É impossível construir um País desse jeito”, completou. 

continua após o anúncio

Ainda segundo ele, o Brasil vive um “semipresidencialismo disfarçado para tentar poupar o que resta de apoio a um presidente decadente”. “É um presidente que não governa, não decide sobre os recursos e transforma todas as votações em ‘toma lá, dá cá’. Não se discute mais projeto. A política virou um varejo das emendas individuais. É um desastre, o pior dos mundos; não é o presidencialismo nem o parlamentarismo. É essa feira, em que cada um tem direito a uma quantidade de emendas. Isso não tem como dar certo”, destacou.  

O líder do PT na Câmara, deputado Bohn Gass (RS), também criticou a concentração de recursos nas mãos do parlamento.”. “Não estamos no regime parlamentarista. Por isso acreditamos que esse mecanismo não está correto”, disse. “Temos de rever isso”, emendou. 

continua após o anúncio

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista: 

 

continua após o anúncio

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247