Queiroz diz em depoimento que deu 'satisfação' a Flávio Bolsonaro sobre 'rachadinha'

Fabrício Queiroz, que foi assessor do senador Flávio Bolsonaro quando este era deputado estadual, prestou depoimento quando esteve preso durante 22 dias no presídio de Bangu 8 e disse que deu satisfação a Flávio Bolsonaro sobre "rachadinha"

Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz
Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz
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247 - No vídeo, apresentado no Jornal Nacional desta segunda-feira (3), Queiroz falou sobre a investigação do  vazamento da Operação Furna da Onça. 

O  empresário Paulo Marinho, que era amigo de Jair Bolsonaro, cedeu sua casa como uma espécie de QG da campanha presidencial e se tornou suplente de senador de Flávio Bolsonaro, afirmou a investigadores que o filho do presidente ficou sabendo da operação porque as informações foram vazadas por um delegado da Polícia Federal a três assessores e amigos dele. 

Fabrício Queiroz falou ao procurador Eduardo Benones, do Ministério Público Federal do Rio. Contou que estava tudo certo para assumir um cargo com a família Bolsonaro em Brasilia após a eleição de 2018, que, para ele, Jair Bolsonaro venceria no primeiro turno.

O ex-assessor disse que acreditava que trabalharia com Jair ou com Flávio Bolsonaro. "Com um ou com outro", respondeu, ao ser questionado pelo procurador. "Em Brasília?", indagou Benones. "Era o certo, não é? Acho que sim. Só se eles não quisessem”.

Queiroz disse que deu "satisfação" a Flávio Bolsonaro sobre o caso da rachadinha. 

"Eu tive um contato com o senador — ele não era senador, era deputado, mas já estava eleito. Eu dei satisfação a ele do que aconteceu. 

O Ministério Público Estadual do Rio considera Flávio Bolsonaro como chefe de uma organização criminosa. Em documento do ano passado, os promotores apontaram pelo menos 13 assessores que repassaram parte de seus salários a Fabrício Queiroz. O parlamentar sempre negou ter cometido ilegalidades.

A investigação agora passa para a fase de colheita de novos indícios porque as principais testemunhas já foram ouvidas. O objetivo agora é apurar se policiais federais participaram do suposto vazamento de informações da operação, informa o G1.

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