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Sargento admite à PF que tentou retirar joias de Bolsonaro por ordem de assessor presidencial

Ordem teria partido de Mauro Cid, homem de confiança de Bolsonaro e ajudante de ordens do então presidente

Jairo Moreira da Silva tenta reaver joias recebidas pelo governo Bolsonaro (Foto: Reprodução/GloboNews | Reuters/Marco Bello | Reprodução/Twitter)
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 247 - O sargento da Marinha Jairo Moreira da Silva, que aparece em imagens no aeroporto de Guarulhos, em dezembro ano passado, tentando retirar da receita as joais sauditas avaliadas em R$ 16,5 milhões de Jair Bolsonaro,  admitiu em depoimento à Polícia Federal (PF) que foi ao aeroporto após ter recebido uma ordem do tenente Cleiton Henrique Holszchuk, assessor do tenente-coronel Mauro Cid.

 Mauro Cid era o homem de confiança de Bolsonaro e ajudante de ordens do então presidente. Jairo Moreira atuava na equipe subordinada a ele. A informação é da jornalista Andréia Sadi, do G1.

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 O depoimento foi no dia 31 de março e Jairo Moreira disse, na condição de testemunha, que em 28 de dezembro de 2022, foi informado pelo tenente Cleiton que iria no dia seguinte ao aeroporto de Guarulhos "pegar alguns presentes que estavam retidos na alfândega" e que deveriam ser levados para Brasília e registrados.

 Disse ainda que foi entregue a ele o ofício 736/2022, no qual estavam descritos os bens a retirar e que não foi informado a ele se deveria procurar alguém no local. E que, no dia seguinte, seguiu a ordem do tenente Cleiton e pegou um voo da FAB para Guarulhos.

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 "Chegando lá, foi diretamente para a alfândega da Receita Federal no aeroporto. Ao ser atendido, foi informado que os bens não estavam disponíveis para retirada, pois faltava um documento", completou Jairo Moreira.

 Ele contou ainda que, ao ser esclarecido pelo servidor da Receita que não seria possível retirar as joias, ligou para o tenente Cleiton para pedir orientação. Cleiton informou que também não tinha conhecimento e que era para ligar para o coronel Mauro Cid, que pediu a Jairo Moreira que aguardasse.

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"O depoente também recebeu ligação de alguém da Receita Federal, cujo nome não recorda nem se ele falou o cargo que ocupava. Que essa pessoa da Receita Federal que ligou, perguntou o que estava acontecendo. O depoente explicou os documentos que faltavam de acordo com o que tinha entendido, e ele fala para o depoente aguardar", relatou o sargento.

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