“Teremos que construir um país novo em cima de terra arrasada”, diz Celso Amorim

O ex-chanceler avaliou com pessimismo o horizonte político no Brasil, citando o desmonte sistemático do setor de pesquisa, que, segundo ele, destrói o futuro e a esperança de verdadeira independência do país. Assista

(Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Reuters)
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247 - O embaixador Celso Amorim, chanceler dos governos Lula, lamentou em entrevista à TV 247 o desmonte sistemático do setor de pesquisa científica no Brasil pelo governo Bolsonaro. Para ele, será preciso reconstruir o país sobre “terra arrasada”. 

“Eu estou muito mal. Teremos que construir um país novo em cima de terra arrasada. A imagem que eu vejo é, talvez exagerando um pouco, como a Alemanha após a Segunda Guerra”, disse.

Amorim citou o fechamento do setor de pesquisa da Eletrobras, cuja privatização é uma das prioridades do governo. “Nossas ruínas talvez não sejam fisicamente tão visíveis, embora a questão do número de mortos na pandemia ser importantíssima também. Vejo o Brasil como um país arrasado, após medidas como o fechamento do centro de pesquisa da Eletrobras, que era o maior da América Latina em matéria de eletricidade, de pesquisa científica”, lamentou.

O ex-chanceler notou que nem mesmo o governo Lula foi capaz de reestatizar empresas e que o horizonte não é nada animador: “Estamos destruindo o futuro, a esperança do Brasil ser um país independente. Reconstruir estas coisas é muito difícil. Nem mesmo no governo Lula conseguimos reestatizar empresas, somente paramos as privatizações”, disse.

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