Voto impresso proposto por Bolsonaro representa retorno das fraudes nas eleições, afirma presidente do TSE

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, afirma que o voto impresso "vai ser um mal para a democracia brasileira"

Luís Roberto Barroso
Luís Roberto Barroso (Foto: Reprodução)


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247 - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou em entrevista coletiva nesta segunda-feira (21) que na sua avaliação a adoção do voto impresso representa o retorno das fraudes no processo eleitoral.

"O voto impresso vai potencializar o discurso de fraude e vão pedir, como já se pediu aqui, a contagem pública de 150 milhões de votos, e a contagem pública só pode ser manual. Portanto, nós vamos entrar no túnel do tempo, e voltar ao tempo das fraudes em que as pessoas comiam votos, urnas desapareciam, apareciam votos novos. Nós vamos produzir um resultado muito ruim, portanto vai ser um mal para a democracia brasileira", disse

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Barroso voltou a defender a tese de que as eleições brasileiras são seguras, transparentes e auditáveis, informa O Globo.

Por sua vez, a deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF), que é autora da proposta do voto impresso, defendeu a contagem pública dos votos. O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) reforçou o discurso de Kicis sobre contagem pública dos votos. 

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Barroso afirmou ainda que toda iniciativa de investigação por parte da Polícia Federal para o levantamento de possíveis denúncias de fraude nas eleições anteriores será acolhida pelo TSE, conforme o protocolo normal adotado pelo Poder Judiciário para esses casos.

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