Fakhoury confirma que procurou Eduardo Bolsonaro para criar rádio de extrema direita e admite ter financiado sites de fake news

O empresário contou à CPI que pediu a Eduardo Bolsonaro que indicasse donos de rádio para que ele pudesse fazer uma negociação. Ele também ajudou a financiar o congresso conservador e de extrema direita CPAC Brasil, organizado por Eduardo Bolsonaro

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(Foto: Senado | Câmara)


247 - O empresário Otávio Fakhoury admitiu em seu depoimento à CPI da Covid, nesta quinta-feira (30), que mesmo com  “contato amistoso”, pediu ajuda ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para tentar comprar uma rádio para divulgar “ideias conservadoras”.

Fakhoury disse que trabalhar com comunicação sempre foi um sonho. "Sempre tive um sonho de participar do ramo de comunicação. Rádio, TV é onde você expressa suas ideias. O espaço hoje tem um determinado viés editorial, porém o sonho não foi realizado”, lamentou.

O empresário contou à CPI que pediu a Eduardo Bolsonaro que indicasse donos de rádio para que ele pudesse fazer uma negociação. “Mas isso não aconteceu”, disse.

Ele também disse que ajudou a financiar o congresso conservador e de extrema direita CPAC Brasil, organizado por Eduardo Bolsonaro. Ele repassou R$ 165 mil ao CPAC. 

O empresário conheceu o filho do presidente em 2019, quando ele assumiu a tesouraria da executiva nacional do PSL em São Paulo. Fakhoury, negou que ter bancado campanha de Eduardo.

Fakhoury pagou material da campanha de Bolsonaro sem declarar à Justiça Eleitoral.

O empresário bolsonarista  disse que não vê ilegalidade no ato. "Este valor que foi relatado no inquérito foi um valor de ajuda, que nada tem a ver com a campanha”, negou. 

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