Irmãos Miranda, que denunciaram escândalo da Covaxin, deporão na CPI na sexta

O deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) afirmou, nesta terça-feira (22), que o chefe de importação do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, o servidor Luís Ricardo Fernandes Miranda, foi demitido após denunciar um esquema de corrupção no processo de compra da vacina indiana Covaxin

Luis Miranda e CPI da Pandemia
Luis Miranda e CPI da Pandemia (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados | Pedro França/Agência Senado)
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247 - A CPI da Covid marcou para a próxima sexta-feira (25) uma audiência com Luis Ricardo Fernandes Miranda, chefe de importação do Departamento de Logística em Saúde do Ministério da Saúde. O servidor do Ministério da Saúde deve ser acompanhado, no depoimento, pelo irmão Luis Claudio Miranda (DEM-DF), deputado federal. O requerimento de convite aos dois será analisado nesta quarta-feira (23). A informação é do portal G1. 

O objetivo é ouvi-lo sobre pressões que disse ter sofrido pela importação da Covaxin, vacina contra a Covid-19 produzida na Índia. A data da audiência foi marcada após reunião entre o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), e o relator, Renan Calheiros (MDB-AL).Luis Ricardo Miranda já prestou depoimento ao Ministério Público Federal em Brasília. O MP propôs a abertura de uma investigação criminal para apurar se houve irregularidades na compra, pelo Ministério da Saúde, de doses da Covaxin.

A negociação foi intermediada pela Precisa Medicamentos, representante no Brasil da empresa indiana de biotecnologia Bharat Biotech, desenvolvedora da Covaxin. À procuradora Luciana Loureiro Oliveira, o servidor relatou pressões para favorecer a Precisa (veja detalhes no vídeo abaixo).

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Segundo o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Luis Ricardo Miranda participará da audiência na sexta-feira na condição de convidado, quando não há necessidade de prestar compromisso de dizer a verdade.

Eis a agenda da CPI para esta semana, que pode ser alterada a qualquer momento por decisão da comissão, publicada originalmente no portal Poder 360:

23 de junho – Serão votados quase 60 requerimentos em sessão deliberativa. Entre eles, a convocação de um representante das empresas Twitter, Google e Facebook para falarem sobre o combate à notícias falsas.

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Francisco Emerson Maximiano, sócio-Administrador da Precisa Medicamentos, estava marcado para essa data, mas a defesa do empresário avisou nesta 3ª feira (22.jun.2021) à CPI que ele não poderá participar de seu depoimento marcado para esta 4ª feira (23.jun). Eis a íntegra (1,4 MB).

24 de junho – Antes, os depoimentos de Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional e coordenadora do Movimento Alerta e Pedro Hallal, epidemiologista e o ex-reitor da Universidade Federal de Pelotas, estavam marcados para o dia 25.jun.2021. Foram antecipados em 1 dia.

25 de junho –  Foi marcada uma audiência com Luis Ricardo Fernandes Miranda, chefe de importação do Departamento de Logística em Saúde do Ministério da Saúde.

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O deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) afirmou, nesta terça-feira (22), que o chefe de importação do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, o servidor Luís Ricardo Fernandes Miranda, foi demitido após denunciar um esquema de corrupção no processo de compra da vacina indiana Covaxin. O servidor é irmão do parlamentar. "Situação esdrúxula. Absurdo o que estavam tentando fazer. Era gravíssima a situação ali dentro", disse Luís Miranda ao jornal O Estado de S.Paulo.

Ao saber da demissão do irmão, Miranda procurou o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para reverter a decisão. "Fui despachar com o Pazuello e falei que ele (Luís Ricardo) estava sendo exonerado porque estava denunciando um esquema de corrupção. Vou explodir na mídia se fizerem isso com o garoto", afirmou o deputado, contando sua conversa com o general.

De acordo com o relato de Miranda, Pazuello reverteu a demissão. "O ministro disse: 'Luís, não estou sabendo do caso, mas, se de fato não tiverem nada, o chefe dele não tiver nada que comprove alguma coisa contra ele, vou dar sem efeito a exoneração'. E assim ele fez", afirmou o deputado.

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