Deputado denuncia afastamento do irmão da pasta da Saúde por escândalo da Covaxin: 'disse ao Pazuello que ia explodir na mídia'

O deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) afirmou que o seu irmão foi afastado do cargo no Ministério da Saúde após denunciar um esquema de corrupção no processo de compra da vacina indiana Covaxin. Parlamentar procurou Eduardo Pazuello para tentar reverter a situação e avisou-o que caso iria "explodir na mídia" e o irmão retomou a função

www.brasil247.com - Deputado federal Luís Miranda (DEM-DF), o ex-ministro Eduardo Pazuello e a vacina Covaxin
Deputado federal Luís Miranda (DEM-DF), o ex-ministro Eduardo Pazuello e a vacina Covaxin (Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados | Reprodução | Edilson Rodrigues/Agência Senado)


247 - O deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) afirmou, nesta terça-feira (22), que o chefe de importação do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, o servidor Luís Ricardo Fernandes Miranda, foi afastado do cargo após denunciar um esquema de corrupção no processo de compra da vacina indiana Covaxin. O servidor é irmão do parlamentar. "Situação esdrúxula. Absurdo o que estavam tentando fazer. Era gravíssima a situação ali dentro", disse Luís Miranda ao jornal O Estado de S.Paulo.

Ao saber da demissão do irmão, Miranda procurou o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para reverter a decisão. "Fui despachar com o Pazuello e falei que ele (Luís Ricardo) estava sendo exonerado porque estava denunciando um esquema de corrupção. Vou explodir na mídia se fizerem isso com o garoto", afirmou o deputado, contando sua conversa com o general.

De acordo com o relato de Miranda, Pazuello reverteu a demissão. "O ministro disse: 'Luís, não estou sabendo do caso, mas, se de fato não tiverem nada, o chefe dele não tiver nada que comprove alguma coisa contra ele, vou dar sem efeito a exoneração'. E assim ele fez", afirmou o deputado.

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A Covaxin foi a vacina mais cara adquirida pela gestão de Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde, ao custo de US$ 15 por dose. A compra superfaturada do imunizante foi a única para a qual houve um intermediário e sem vínculo com a indústria de vacina, a empresa Precisa. O preço da compra foi 1.000% maior do que, seis meses antes, era anunciado pela fabricante.

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Em nota, a Precisa disse que o preço da vacina Covaxin na Índia custa, atualmente, US$ 2 para o governo federal por causa de uma antecipação de pagamento de 100 milhões de doses e pelo investimento no desenvolvimento do estudo clínico e do produto. 

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Para os governos estaduais da Índia, no entanto, o valor da dose foi estipulado em US$ 5,3. para os hospitais privados, US$ 16. "A empresa está à disposição dos senadores da CPI para prestar todos os esclarecimentos necessários", disse trecho do comunicado da Precisa.

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